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120806 marteRFI - O jipe-robô Curiosity aterrissou com sucesso nesta segunda-feira, às 05h32, em Marte, segundo o Jet Propulsion, laboratório da Nasa, na Califórnia, encarregado do projeto. Segundo os cientistas, o sucesso da missão abre a possibilidade de investigar a existência de alguma forma de vida no planeta.


Esta é a quinta vez que a Nasa envia um robô para explorar o solo marciano desde 1976, mas o feito já está sendo comparado nas redes sociais à chegada do homem à Lua, em 1969. No momento em que a aterrissagem foi confirmada, houve uma explosão de alegria na sala de apoio da missão, considerada como uma das mais complexas já executadas pela Nasa. "É um grande dia para a nação, um grande dia para nossos parceiros e para o povo americano", disse Charles Bolden, administrados da Nasa. Em um comunicado, o presidente americano Barack Obama declarou que o evento se trata de um "feito tecnológico sem precedentes."

Nos próximos dois anos, a principal função do jipe-robô Curiosity, que ganhou uma conta no Twitter, será a de detectar se já existiu algum tipo de vida em solo marciano. As primeiras fotos coloridas do planeta podem chegar à base da missão ainda nesta semana. O equipamento pesa 900 kg, tem o tamanho de um carro, e 17 câmeras acopladas, situadas a cerca de dois metros do solo. O robô, que é alimentado por um gerador nuclear, vai furar os rochedos de Marte, recolher amostras, e analisar a sua composição no laboratório que possui a bordo, segundo o engenheiro da missão, Randii Wessen. ‘’Este é certamente um grande passo em relação a todos as informações que já pudemos ter sobre Marte’’, declarou. Um dos objetivos é detectar a presença de carbono orgânico, um dos indícios de vida fóssil. É possível que os cientistas possam, desta forma, descobrir se o planeta já tenha sido habitado por alguma forma de vida.

Antes de iniciar sua exploração em solo marciano, o robô deverá verificar se todos os equipamentos estão funcionando corretamente. Esse procedimento deverá demorar vários dias. Um dos instrumentos que já foi testado com sucesso é a câmera ChemCam, de fabricação francesa. Trata-se de um telescópio concebido pelo Irap(Instituto de Pesquisa em Astrofísica).

Os primeiros dados devem estar disponíveis em no mínimo dez dias, segundo Pierre Bousquet, diretor de projetos do CNES, a Agência Francesa do Espaço. ‘’Ele é capaz de identificar as características de todo tipo de material de maneira muito rápida. É um ganho operacional importante em relação às missões precedentes’’, declarou. Segundo ele, dentro de três meses, os franceses vão assegurar o controle e a programação dos equipamentos. A 'terceirização', segundo ele, é algo inédito em projetos partilhados entre os dois países.


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