1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (1 Votos)

050812 gambia mapaGâmbia - Prensa Latina - Gâmbia pode ser vista como exemplo de que as ambições das metrópoles europeias não reparavam nas dimensões de um território para incentivar sua rivalidade que em certas regiões lhes levou a sustentar confrontos armados.


Tais foram os casos de Seychelles e Mauricio ambas no oceano Indico. No primeiro país seis anos antes de finalizar no século XVIII, quatro navios da Grã-Bretanha com milhares de soldados e canhões chegaram ao arquipélago e depois de alguns combates o comandante francês que possuía menos homens e armas capitulou.

Mauricio também foi arrebatado pela Grã-Bretanha da França, numa guerra de rapina para se apoderar de novos territórios que desconhecia a opinião da população autóctone, e entre outros fins estava o roubo das riquezas naturais.

Na Gâmbia, os grupos étnicos principais são o mandinga, fula, wolf, jóia e serahuli. É o menor país africano com apenas 11.295 quilômetros quadrados, e seu território ocupa uma estreita zona de 321 quilômetros de longo a ambos lados do rio que lhe dá o nome, um enclave dentro do território do Senegal.

O país carece de montanhas e outros acidentes geográficos, e a capital, Banjul, está situada na ilha Saint Mary na desembocadura do rio no Oceano Atlântico. O clima é subtropical com uma estação cálida e chuvosa, e outra fresca e seca.

Talvez com exceção de sua posição geográfica, a pequenez dessa nação não devia despertar a cobiça das potências coloniais europeias porque não possui a dimensão territorial nem os abundantes recursos naturais de outras nações do continente.

A história

O país fez parte da zona de influência dos grandes impérios sudaneses de Gana, Mali e Songhai. Os portugueses, quem foram os primeiros europeus a explorar a costa da África, chegaram no século XV à desembocadura do rio Gâmbia, mas não colonizaram o território.

A Grã-Bretanha que mantinha o comércio pelo rio Gâmbia por concessões do portugueses enviou em 1600 uma expedição que capturou o forte San Andrés que recebeu o nome de Fort James. Os britânicos possuíam maior poderio militar, forças mais bem preparadas e os armamentos mais modernos da época.

Com a captura de Fort James começou o assentamento britânico na Gâmbia que depararia grandes sofrimentos aos nativos, porque deu início à etapa da escravatura, um negócio que ficou sob o controle de várias companhias do país europeu empenhadas no desenvolvimento do comércio de escravos.

Posteriormente intensificou-se a rivalidade com Portugal, Holanda e França pelo tráfico de escravos. Da mesma forma que a Grã-Bretanha, as três nações possuíam colônias na América e no Caribe, onde os fazendeiros se beneficiavam com o trabalho dos africanos.

O tráfico de escravos enriquecia os proprietários dos navios encarregados do transporte dos escravos que eram também cidadãos dessas nações. A Gâmbia que de fato possuía uma população escassa, em poucos anos viu muito diminuídos alguns de seus grupos étnicos.

Nas colônias, os africanos que trabalhavam fundamentalmente nas plantações agrícolas, padeciam um tratamento cruel e desumano, o que fazia que muitos se rebelassem se convertendo em fugitivos. Nos bosques constituíam colônias onde se defendiam das perseguições dos fazendeiros e de seus implacáveis capatazes.

Na Gâmbia, os confrontos entre os colonialistas atingiu o lucrativo negócio do tráfico de marfim. A Grã-Bretanha saiu vitoriosa das discrepâncias com Portugal, Holanda e França.

A colônia

Gâmbia foi declarada colônia da Grã-Bretanha em 1843. Nove anos antes, em 1834, a Coroa Britânica aboliu o tráfico de escravos em suas posses, o status de colônia era mais conveniente a seus interesses, ao passar o país europeu pela Revolução Industrial.

A norma real foi recusada pelos fazendeiros nas colônias, assim como pelos traficantes já que afetava o humilhante e lucrativo negócio. Londres criou uma base naval em sua colônia de Serra leoa na África Ocidental para perseguir os violadores da decisão da Coroa.

Durante anos, Gâmbia padeceu da rivalidade entre Grã-Bretanha e França, esta última tinha anexado para si as terras vizinhas, que fizeram parte da denominada África Ocidental Francesa, um império colonial constituído por mais de uma dezena de países.

Em 1904, em virtude de um acordo franco-britânico ficaram estabelecidas definitivamente as atuais fronteiras do país. Foi um acordo entre potências coloniais que repartiram o continente no século XIX, e ainda que se iniciasse um novo século, as metrópoles atuavam desconhecendo a vontade da população.

As mudanças que operavam no mundo atingiam também a África. Entre os jovens gambianos educados na metrópole surgiam inquietudes que inicialmente eram só demandas de igualdade e justiça.

Londres fez ouvido surdo às justas aspirações dos jovens e reforçou as medidas repressivas incrementando a vigilância sobre eles, temendo que lhes fugisse das mãos o controle da colônia.

Depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), intensificaram-se os anseios de liberdade, não só entre os jovens como em toda a população. As reivindicações eram pela independência.

As autoridades britânicas viram-se obrigadas a ceder. A 4 de outubro de 1963, o país obteve a autonomia interna, e no ano seguinte iniciou-se em Londres a conferência que fixou a data de independência para 18 de fevereiro de 1965.

A Grã-Bretanha manteve seu domínio colonial sobre a Gâmbia durante 305 anos. Uma das presenças estrangeiras mais prolongadas na história da África.


Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Última hora

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.