Soldados da 25´ brigada mecanizada do Exército iemenita lançaram uma operação nas primeiras horas do sábado para dar um "forte golpe" a terroristas em Maraqid e Mashqasa... matando a 20 elementos, a maioria deles somaianos", indicou o brigadeiro- geral Mohamed Al-Sawmali.
De acordo com o oficial, dois soldados morreram e outros quatro sofreram lesões nessa ação destinada a "limpar os terroristas" das duas localidades situadas na periferia nordeste de Zinjíbar, que desde maio de 2011 está em poder de Ansar A l-Sharía.
Esse grupo armado, cujo nome se traduz como Partidários da Lei Islâmica, é a principal ramificação da al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), contra a qual o governo do presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, lançou uma potente ofensiva o 12 de maio.
Al-Sawmali comentou ao jornal digital 26sep.net, página de notícias do Ministério de Defesa, que o Exército apreendeu dos terroristas metralhadoras e outros fuzis automáticos, foguetes e granadas autopropulsadas em Maraqid e Mashqasa.
Assinalou que outros quatro soldados caíram em combates nos arredores do povoado de Jaar, um dos principais bastiões de AQPA em Abyan, ainda que infligiram sete baixas fatais aos irregulares.
A ofensiva do Exército leal a Hadi deixou, de 12 de maio à data, ao menos 340 mortos, incluídos uns 240 milicianos de Ansar Al-Sharía, 55 pessoal militar, uns 20 membros de tribos que apoiam as tropas governamentais, e 17 civis, segundo várias fontes.
Somente na sexta-feira, o Ministério de Defesa reportou a morte de 65 homens da al-Qaeda em Abyan em apenas 48 horas, além de que outras 12 pessoas morreram devido a explosão de um carro bomba próximo a uma escola na cidade da Al Hazm, na província de Al Jawf.
Ansar Al-Sharía reivindicou a autoria desse ataque suicida contra iemenitas de confissão xiita pertencentes à seita Houthis, que também sofreram outro atentado na vizinha demarcação de Saada quando um extremista se infiltrou em uma manifestação.
