Segundo fontes das forças de segurança, neste ano já foram incendiados cerca de 300 veículos, sobretudo luxuosos, na capital alemã. A polícia atribui estes ações à esquerda radical, embora não descarte outras linhas de investigação, como a ação de um indivíduo isolado.
Nas últimas semanas os ataques aumentaram e passaram a ser vinculados tanto com os recentes distúrbios de Londres como com a proximidade das eleições regionais em Berlim, que serão realizadas em 18 de setembro.
O prefeito-governador de Berlim, o social-democrata Klaus Wowereit, fez um apelo aos cidadãos para que observem qualquer movimento suspeito e denunciem imediatamente à polícia. No bairro mais afetado, Charlottenburg, no oeste da cidade, as patrulhas noturnas foram reforçadas.
Os incêndios, no entanto, não se reduzem a essa área, já que também foram registrados, embora em menor proporção, no distrito vizinho de Tiergarten e em Lichtenberg, no extremo leste da cidade.