A decisão tinha sido tomada pelo município de Moscovo em resposta ao pedido do ativista dos direitos LGBT, Nikolai Alexeyev, para autorizar a realização da marcha do orgulho LGBT até 2112. Alexeyev recorreu à justiça e não se mostra surpreendido com a decisão anunciada esta sexta-feira. "Os tribunais russos raramente decidem a favor dos direitos dos gays e das lésbicas", disse o advogado e jornalista russo ao El Pais, classificando a sentença de ilegal e injusta.
O Tribunal voltou a alegar o risco de desordem pública, um argumento já utilizado pelas autoridades municipais moscovitas em anos anteriores para proibirem a realização da marcha que todos os anos tem lugar em centenas de cidades em todo o mundo. Alexeyev recorreu com sucesso ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que em 2010 obrigou a Rússia a indemnizá-lo em 12 mil euros, acrescidos dos custos judiciais calculados em mais de 17 mil euros, por discriminação com base na orientação sexual.
Agora o ativista promete voltar ao Tribunal de Estrasburgo, não apenas para obter mais uma condenação às autoridades russas, mas para obrigar Moscovo a permitir a realização da marcha no futuro.
Foto: Nikolai Alexeyev (à esquerda) não desiste de organizar a marcha LGBT em Moscovo. Foto Moscow Pride


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