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230812 samia 200812Vilaweb - A notícia saltou ontem: a atleta Samia Iussuf Omar, conhecida pela sua épica carreira nos Jogos de Pequim, morreu enquanto tentava entrar ilegalmente na Europa, concretamente em Itália. O fato confirma que o Mediterrâneo já é um grande cemitério. 18.350 indivíduos deixaram a vida desde 1988 (2.352) no ano passado, segundo cálculos de Fortress Europe.


As cifras, calculadas a partir das notícias aparecidas na imprensa, estão evidentemente por debaixo das reais, porquanto há muitas barcas que se perdem ou se afundam e ninguém sabe nada, nem quanta gente traziam.

Anteontem foi um dia especialmente duro,  na ilha italiana de Lampedusa apareceu um número elevado de cadáveres e perto das Ilhas Canárias alguns barcos à deriva. No dia 16, dois mortos apareceram em Malta, também à deriva, uma das maneiras mais comuns de morrer. Poucos dias dantes tinha aparecido morto, no porto de Veneza, um moço escondido num container. No mes de julho  encontraram um barco à deriva cerca da Líbia com 54 cadáveres e uma barca na Sicília, com três. Desde princípio de ano houvo mortes na costa de praticamente todos os estados mediterrâneos, especialmente do estado espanhol, Itália, Grécia, Marrocos e Líbia.

Via Esculca

Foto: Récord


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