Os uniformados ameaçaram os habitantes com despejá-los nesta segunda-feira, dando-lhes só três dias de prazo para recolherem os seus pertences e abandonarem o assentamento. Isto foi considerado pelos residentes como inadmissível e denunciaram que a polícia não mostrou em nenhum momento uma ordem judicial para proceder.
O coletivo que habita esta zona industrial abandonada do Distrito de Sant Martí dedica-se principalmente à recolha e venda de chatarra desde faz três anos e não protagonizou conflitos com o resto de pessoas do bairro.
O complexo carece de água corrente e serviços básicos como lavatórios ou recolha de lixo, o que supõe um risco para a saúde e a qualidade de vida.
Na passada semana, durante a Audiência Pública na Câmara Municipal, um representante do coletivo subsaariano expôs-lhe ao Regidor Eduard Freixedes as condições em que vivem estas pessoas e pediu-lhe que fizesse chegar água corrente às naves industriais.
Uns dias mais tarde, longe de responder a esta demanda básica, o Regedor Freixedes, com o beneplácito do Presidente da câmara municipal de Barcelona, Xavier Trias, enviaram à polícia para anunciar o despejo iminente.
Associações de vizinhos, organizações de defesa dos Direitos Humanos e assembleias de "indignados" do Movimento 15M já mostraram o seu apoio ao coletivo e posicionam-se contrárias ao despejo. Através de um comunicado conjunto, denunciam a impunidade policial, a inação da Admistração e o abandono em que se encontram os habitantes do assentamento. Ademais, exigem ao Presidente da câmara municipal que melhore as condições de vida destas pessoas e ofereça alternativas e não repressão policial.
Através de Esculca
Foto: LibreRed


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