O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) revelou que mais de 1,5 mil pessoas morreram no mar Mediterrâneo, ao tentar entrar na Europa, em 2011. "Isso faz de 2011 o ano mais mortal para essa região desde que o Acnur começou a registrar essas estatísticas em 2006", disse à imprensa Sybella Wilkes, porta-voz do Acnur.
Grande parte das vítimas eram africanas. A agência das Nações Unidas confirma que as crises políticas no norte da África, nomeadamente na Líbia e na Tunísia, levaram mais pessoas a arriscarem as suas vidas em perigosas travessias marítimas. Trata-se do mais elevado número de mortes desde 2006, refere a Rádio ONU.
De acordo com o porta-voz do Acnur, Sybella Wilkes, inúmeros migrantes foram forçados a entrar nos barcos por guardas. No total, 58 mil pessoas tentaram fugir da violência do continente pela via marítima, no ano passado. Entre elas estão 56 mil - metade deles tunisianos - que chegaram à Itália, afirmou Wilkes. Malta e Grécia receberam 1.574 e 1.030 pessoas, respectivamente, pelo mar. "A maioria era de migrantes e não buscavam asilo", afirmou ela.
Além disso, 55 mil migrantes "irregulares" atravessaram a fronteira terrestre entre a Grécia e a Turquia em Evros no ano passado, de acordo com números do governo grego. Metade dos que chegaram à Europa eram da Tunísia. Nos primeiros dias do ano, três embarcações com migrantes foram identificadas no Mediterrâneo. Uma delas afundou-se, tendo causado a morte a 15 pessoas.
Com agências
