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040613 lingua-sarda-300x199Sardenha - Nationalia - Um partido independentista sardo pergunta-se porque os Sardos devem pagar a taxa da RAI se a sua língua é "discriminada".


O governo do Tirol do Sul e a radiotelevisom italiana, a RAI, assinárom um acordo há um duas de semanas para o aumento de emissons em alemám e em ladino - as duas línguas reconhecidas oficialmente neste território autónomo alpino. Um acordo, dizia na altura o presidente sul-tirolês, Luis Durnwalder, que ajudará a "reforçar a sua identidade cultural" e a "valorizar a língua e as tradiçons".

Umha "prova concreta de como se pode aplicar o federalismo", explicava Durnwalder, que acrescentava que o modelo sul-tirolês também poderia abrir a porta, proximamente, a acordos similares entre a RAI e os executivos do Vale de Aosta e do Friul para a promoçom do francês e do friulano.

O acordo, portanto, foi bem acolhido polo governo sul-tirolês, mas na Sardenha nem tanto assim. Um dos vários partidos que componhem a galáxia independentista sarda, La Manca pro s'Indipendentzia, considera que o acordo do Tirol do Sul é "umha boa notícia para as naçons sem estado" da Itália, "mas nom para os Sardos, nom para língua sarda". E é que os independentistas sardos lamentam que, na ilha, as programaçons continuem a ser "totalmente ou quase totalmente" em italiano, até mesmo os informativos sardos.

"La Manca pro s'Indipendentzia pergunta-se porque os Sardos tenhem de pagar a taxa da RAI, se a nossa língua não é protegida e mesmo é completamente discriminada", dim os independentistas, que ao mesmo tempo lamentam o "silêncio" dos partidos que estám representados no Parlamento sardo, "incluindo aqueles que se enchem a boca com as palavras 'soberania' e mesmo 'independência'". Um dardo - nom é preciso que os citem polo nome - contra o Partido Sardo de Açom (PSd'Az), a força que no fim do ano passado forçou umha votaçom sobre a independência da Sardenha – que foi rejeitada.

Mas o PSd'Az não ficou de braços cruzados perante estas críticas, e no seu espaço Facebook assegurou que a culpa de todo é do governo da Sardenha, chefiado polo conservador Ugo Cappellacci (Povo das Liberdades, o partido de Silvio Berlusconi). A exclusom do sardo das emissons da RAI é "injusta e ultrajante", vincou o PSd'Az.

O anterior governo sardo, chefiado polo regionalista Renato Soru, assinou com a RAI o 2008 um acordo para a produçom dalguns informativos em sardo, mas só no rádio.


Traduzido do original em catalão para galego-português pelo Portal Galego da Língua

 

 


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