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sinaiscorsegaCórsega - Nationalia - [Tradução do Diário Liberdade] Os deputados presentes no momento da votação dão apoio por unanimidade à oficialização do corso. A aprovação não tem efeito legal imediato: é a Assembleia Nacional francesa quem tem de outorgar a cooficialidade efectiva do corso e o francês. O estatuto adoptado prevê uma presença importante do corso na administração pública e na escola.


Numa votação histórica nesta sexta-feira 17 de maio, a Assembleia de Córsega aprovou um estatuto de cooficialidade para a língua corsa. A aprovação do estatuto conseguiu a unanimidade dos membros da Assembleia presentes à hora da votação: 36 deram apoio à equiparação legal do corso e o francês, enquanto que 11 não quiseram participar ao voto e 4 eram ausentes (estes 15 deputados pertencem à oposição de direitas e a uma pequena fracção do centroesquerda governamental), segundo explicam France 3 Corse na sua conta de Twitter e a rádio corsa Alta Frequenza, que acrescenta que uma deputada da direita sim que votou a favor.

Como já tinham anunciado, tanto os autonomistas de Femu a Corsica como os independentistas de Corsica Libera votaram em bloco a favor do estatuto de cooficialidade. Também o fizeram a maioria dos deputados do centroesquerda, que governa na ilha.

Confirmaram-se assim as previsões que Pierre Ghionga, presidente do Conselho da Língua Corsa e redactor da proposta de cooficialidade, fazia há um mês, quando divisava uma "forte maioria" a favor de outorgar carácter oficial à língua própria da ilha. Naquela ocasião explicávamos-vos que a votação da Assembleia de Córsega não outorgaria automaticamente a oficialidade ao corso. Faz falta recordar que esta estância não tem poderes legislativos, e que em todo caso terá de ser a Assembleia Nacional francesa quem vote uma lei -ou mude a Constituição, chegado o caso- que outorgue carácter oficial ao corso.

Ghionga considera que seria inconcebível que a República Francesa se opusesse "à vontade democrática de uma região". Agora, pois, a bola fica no telhado de Paris.

Administração e escola

A administração e a escola são os dois grandes pilares sobre os quais o texto prevê basear a oficialidade do corso. De uma banda, o estatuto de cooficialidade recolhe que os dois idiomas têm de poder ser usados pela cidadania nas suas relações com a administração pública. E da outra, o texto prevê a introdução geral do corso como língua veicular nas escolas, com o objectivo de conseguir uma população da ilha totalmente bilingue.


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