A lei, absolutamente reacionária e policialesca, coloca para as Universidades a obrigação de fornecer periodicamente relatórios com informações diárias das atividades dos estudantes. Frequência, atividades extracurriculares e mesmo “informar qualquer tipo de atividade suspeita”.
Com a alegação de que os relatórios da London Met não cumpriam com as exigências legais, suspenderam a permissão para oferecer cursos para alunos de outros países, e deram um prazo de 60 dias para que os cerca de 2.600 estudantes nesta situação busquem outras Universidades para estudarem. Caso não encontrem, estes estudantes terão seus vistos suspensos e serão imediatamente mandados de volta para seus países de origem.
Essa é uma variação da mesma politica repressiva implantada por Rodas na USP, com sua tentativa de expulsar cerca de 200 estudantes que estão respondendo a processos internos por participarem das mobilizações e manifestações do Movimento Estudantil. Ou ainda dos processos criminais contra os estudantes do Chile e de Quebéc, no Canadá, que tem organizado e participado das mobilizações em defesa da Educação e Universidade Pública em seus países.
A discriminação, perseguição e criminalização mostram a sua cara: xenofobia e autoritarismo, ataques ao direito democrático. A Universidade para os negócios não pode permitir o diferente, a contestação, o debate. Ante qualquer destes elementos, vigilância, controle, perseguição, expulsão.
Foto: CSP-Conlutas


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