Apesar de não contar com tradição nem população significativa falante de português, motivos comerciais levaram o regime de Teodoro Obiang a oficializar a nossa língua para poder aderir como membro pleno à Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa, como já antes tinha feito em relação ao francês, por idênticos motivos.
De fato, a Guiné Equatorial foi colônia espanhola, sendo essa a língua maioritária, junto numerosas línguas afircanas como o fang, bubi, annobonês, balengue, ibo, crioulo (de base inglesa) ndowe e outras.
Na teoria, além da oficialização do português, existem requerimentos relacioandos com os direitos humanos para fazer parte da CPLP. No caso da Guiné Equatorial, as denúncias contra os abusos da ditadura de Obiang são constantes. A Anistia Internacional já se pronunciou contra a admissão desse regime na Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa.
Na atualidade, segundo a assessoria de imprensa da CPLP, outros países como a Ucrânia e as Ilhas Maurício mostraram interesse em se associar ao bloco de língua portuguesa. Também a Austrália anunciou que seu embaixador em Lisboa passará a acompanhar os trabalhos da CPLP na capital portuguesa.
Curiosamente, enquanto países alheios ao idioma galego-português conseguem aderir ou mostram interesse, o país onde a língua nasceu, a Galiza, continua reduzido a um estatuto de observador extra-oficial, devido o desinteresse das instituições espanholas que exercem a soberania que corresponderia ao povo galego.
A adesão da Galiza à CPLP é uma das reivindicações constantes do movimento independentista galego.