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010513 austeridadeUnião Europeia - Resistir - [Yanis Varoufakis] A mais espantosa defesa da austeridade é [a afirmação de] que ela não está a ser praticada. E se não está a ser praticada, como pode alguém pretender que falhou?


 Os austeritários apontam os altos défices na Grã-Bretanha, Estado espanhol, etc como prova de que, na verdade, a austeridade estava só nos olhos observadores e não na política praticada. Não posso pensar em nenhum exemplo melhor de ignorância económica interessada em meio a esta Crise. O objectivo desta curta nota é deixar as coisas claras.

Austeridade não se refere a défices baixos. Défices baixos são um fim, um objectivo. Austeridade é uma política; um meio para um fim, em que o fim são défices baixos. Austeridade é portanto definida como a tentativa de reduzir o défice cortando despesas e aumentando impostos.

Agora, o perturbador com a austeridade é que, quando executada num período de desalavancagem do sector privado (isto é, quando firmas e famílias estão a lutar para cortar despesas e reduzir seu endividamento) a austeridade é auto-derrotante pois ela reduz receitas fiscais mais depressa do que (ou tão rápido quanto) ela contrai despesas. Assim, o resultado da austeridade pode frequentemente resultar em altos défices e invariavelmente fracassa quanto à redução geral dos níveis de dívida! Precisamente o que acontecer na Espanha, no Reino Unidos, por toda a parte onde tem sido praticada desde o Crash de 2008.

Para resumir: os austeritários apontam défices e níveis de endividamento constantes como prova de que a austeridade não foi praticada. A realidade é precisamente o oposto: A persistência de défices e dívidas é o resultado da austeridade que foi executada energicamente e fracassou espectacularmente – tal como previsto.


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