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230313 estado espanholEstado espanhol - Canta o Merlo - Nem as altas taxas de desemprego entre a populaçom, nem que os setores mais afetados pola reduçom drástica da atividade sejam os que tradicionalmente acumulam mais mortes no trabalho, param esta sangria permanente com a que nom se importam nem empresários, nem Governo nem os grandes meios de comunicaçom escrita ou audiovisual. Parece ser que que o imaginário popular ainda contempla como normal que os trabalhadores perdam vida no trabalho, sem que isso desate os alarmes, nem os tertulianos dos meios polemizem sobre as suas causas.


Durante o ano 2012 quinhentas e cinqüenta e cinco pessoas perdêrom a vida enquanto tentavam ganhar-se o pam de cada dia, enquanto tentavam pagar escrupulosamente as suas hipotecas, a luz, a água, a roupa das suas famílias e todo aquilo que cada dia vemos subir de valor salvo os salários.

Mas a sinistralidade laboral, nom só se reflete pola quantidade de trabalhadores que morrem, se nom também polos que perdem a sua saúde e a sua capacidade de continuar a trabalhar como conseqüência da sua atividade laboral. 4.623 trabalhadores sofreram acidentes graves durante o trabalho este ano, dos que umha boa parte padecêrom lesons irreversíveis que lhes impedirá levar nom só umha vida laboral normal, senom umha vida pessoal auto-suficiente.

O Governo do Partido Popular do mesmo modo que o seu antecessor, o PSOE, descarregárom nas sendas reformas laborais que legislárom, todas as suas iras e as dos patrons contra o absentismo laboral, culpabilizando os trabalhadores dos custos laborais polo absentismo no trabalho. A reforma aumentou os descontos salariais por absentismo laboral, do mesmo modo que reforça os instrumentos de controlo (seria mais apropriado dizer "perseguiçom") para a ratificaçom, verificaçom e autorizaçom da incapacidade laboral, de tal modo que quando um trabalhador doente, nom é suficiente com que o seu médico lhe assine a pertinente e obrigatória parte licença por doença. A empresa poderá utilizar mecanismos de contraste próprios (empresas médicas privadas especializadas) para reverter a incapacidade laboral do trabalhador e em qualquer caso a empresa se reserva a potestade de despedir por causas objectivas com umha indemnizaçom de 20 dias por ano por muito justificada que este a doença.

Contodo, nada se achega sobre segurança e saúde no trabalho, eterna batalha dos representantes dos trabalhadores nas empresas e causa principal de umha boa parte do absentismo laboral pola falta de investimento dos empresários nestas medidas, os mesmos que nom som sancionados polos seus permanentes nom cumprimentos em matéria de prevençom causa principal dos acidentes laborais no trabalho.

A perda da vida de um trabalhador durante a sua atividade laboral leva praticamente na sua totalidade, o afundimento económico da família, que nom só tem que enfrentar a perda de um ser querido e parte da unidade familiar.

Os trabalhadores devem perceber que quando assinam um contrato de trabalho nom vendem nele nem a sua saúde nem a sua vida, a que lhes pertence por eles mesmos, por isso devem fortalecer a sua organizaçom nas empresas rejeitando as atuais reformas dos direitos dos trabalhadores que se propiciárom com as últimas reformas laborais, nom devem deixar-se apavorar por este submetemento patronal que pretende justificar a aceitaçom de qualquer condiçom laboral por ruim e miserável que for.


Fonte original: La República. Traduçom do espanhol polo blogue galego Canta o Merlo.

 

 


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