Conforme a crise capitalista continua se aprofundando, a burguesia fica perplexa, sem saber o que fazer. A cartada neoliberal da direita tradicional do PP (Partido Popular) hoje é uma carta fora do baralho. Após ter sido imposta pelo imperialismo, e viabilizada, pela esquerda, pelos socialdemocratas do PSOE, recebeu a lápide com as recentes denúncias publicadas pelo diário El País, porta-voz da direita, sobre a corrupção no PP envolvendo o próprio primeiro ministro Mariano Rajoy.
O balde de água fria sobre a direita tradicional foi enorme, expôs a fraude da anistia para a repatriação de recursos ilícitos e aumentou ainda mais a fermentação do repúdio dos trabalhadores. Segundo dados do Ministério do Trabalho, as greves aumentaram em 40% no ano passado, sem considerar as duas greves gerais e a greve na educação do mês de maio.
O nacionalismo avança nas comunidades autônomas, principalmente no País Vasco, na Catalunha e na Galiza, ameaçando a própria estrutura do imperialismo espanhol.
No próximo período, estará colocado à ordem do dia o enfrentamento entre a burguesia e o proletariado. A burguesia tenta uma saída alternativa ao governo direitista do PP (Partido Popular) fortemente desgastado e levando à bancarrota do regime político. A alternativa seria o fortalecimento da ultradireita, especialmente dos setores ligados ao antigo franquismo que teriam condições de impor uma saída de força conforme está acontecendo em escala mundial.
Para o proletariado, está colocada a tarefa histórica de organizar-se independentemente da burguesia, criar o seu próprio partido político e conduzir as massas à destruição do estado burguês a expropriação dos meios de produção da burguesia.
