A Espanha continua sendo a recordista da taxa de desemprego na zona do euro. Pelo quinto trimestre seguido, ou seja, pelos últimos 15 meses, o desemprego no país não parou de subir. Desta vez ultrapassou os 25%. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os trabalhadores sem emprego na Espanha somam 25,02% da população economicamente ativa no terceiro trimestre deste ano. Na última medição, o percentual era de 24,63%. Nos últimos três meses foram fechados 85 mil postos de trabalho em comparação com o trimestre anterior. Já na comparação anual, o desemprego no País retirou postos de 799.700 trabalhadores.
Para se ter uma ideia da crise espanhola, a média de desemprego na zona do euro é menos da metade do índice espanhol, 10,5%.
Esta situação faz com que haja mais de 1,7 milhão de famílias espanholas onde todos os membros estão desempregados. Já os estrangeiros que moram no País fazem parte de 34,84% dos desempregados, 1,182 milhão de desempregados.
O desemprego na Espanha é uma constante, ainda segundo o INE, nos últimos 12 meses o número de desempregados registrou aumento em praticamente todos os setores com exceção da construção civil que registou uma elevação de quase 50 mil postos de trabalho.
O desemprego já virou um flagelo social entre as famílias espanholas. Esta situação é resultado direto das medidas de austeridade adotadas pelo governo direitista de Mariano Rajoi que além de cortes de gastos está aprovando uma série de medidas que está destruindo a legislação trabalhista espanhola.
Esta política apresentada como uma “solução” para a crise não está promovendo a criação de empregos, mas a acentuada deterioração das condições de vida dos trabalhadores espanhóis.
A economia espanhola é a quarta maior da zona do euro. A sua bancarrota será muito difícil de ser controlada e sua economia resgatada, juntamente a economia europeia e mundial será levada para a depressão econômica e à hiperinflação, pois a única maneira de evitar o colapso total do capitalismo será emitir altos volumes de papel moeda sem nenhuma contrapartida produtiva o que provocará uma hiperinflação.
