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greveafricasulÁfrica do Sul - PCO - As greves explodem no país. Patrões e governo se unem para reprimir o movimento e acabar com a luta dos trabalhadores contra a crise capitalista.


A Anglo American Platinum, a maior produtora de platina do mundo  anunciou  a demissão de 12 mil trabalhadores que participaram do movimento grevista na África do Sul.  As demissões afetaram 28 mil operários.

O país passa por uma onda de protestos desde agosto. Os mineiros se levantaram contra as más condições de trabalho e os rebaixados salários pagos aos operários das  minas de platina. As greves nas minas sul-africanas ganharam contornos explosivos após a repressão policial que resultou na morte de 46 pessoas. A brutal cena de repressão foi considerada uma das maiores demonstrações de violência desde o fim do regime racista do apartheid, em 1994.

A demissão assim como as medidas do governo de repressão  são adotadas para tentar conter  a tendência grevista do movimento operário. Os trabalhadores da multinacional Lohmin conseguiram arrancar, após um amplo movimento grevistas, 22% de aumento. A greve dobrou os patrões que se recusavam a oferecer qualquer tipo de reajuste salarial. No total, há atualmente mais de 75 mil mineiros (o equivalente a 15% dos trabalhadores do setor) em greve em diversas explorações mineiras do país, propriedade de diferentes empresas.

As greves que nasceram no setor de mineração já se estendem a outras áreas da produção e distribuição. “Nesta semana, a Shell anunciou que não vai poder honrar os seus contratos de fornecimento de combustível na região em volta de Johanesburgo devido a uma paralisação dos caminhoneiros” (estadão.com.br). Há quase três semanas, os trabalhadores do setor do transporte estão em greve reivindicando melhoria do salário e das condições de trabalho.

As greves são e expressão da  resistência dos trabalhadores ao  desenvolvimento da crise capitalista. “Cada minerador sustenta em média 8 a 10 pessoas, frequentemente vivendo na pobreza, de acordo com dados da indústria. As demissões podem acabar com a renda de mais de 100 mil pessoas” 

Em todo mundo explodem greves e conflitos. Na Europa, o movimento operário dos principais países, como França, Espanha, Portugal resiste nas ruas contra os planos de austeridade que visam confiscar as massas. O exemplo desta luta é a greve geral da toda região ibérica convocada para 14 novembro.

Os taques promovidos pela crise abriram o caminho para a ação das massas que  bloqueia a porta de saída que os capitalistas escolheram para a crise, isto é, o aprofundamento da exploração da miséria a população.


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