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greveeuskalherriaEuskal Herria - Gara - [Tradução do Diário Liberdade] Apesar de não contar desta vez com o apoio de sindicatos estatais espanhóis, a quinta greve geral da crise voltou a deixar claro o saturação cidadã. Teve cargas policiais e em Bilbo e Iruñea registaram-se feridos por bolas de borracha. Pelo menos vinte pessoas foram detidas.


Apesar de não contar desta vez com o apoio de sindicatos de âmbito estatal, a convocação de greve geral contra os cortes sociais efetuada pelos sindicatos ELA, LAB, STEE-EILAS, ESK, EHNE, Hiru, CGT e CNT junto a diferentes coletivos sociais foi seguida maioritariamente nos centros de trabalho de Hego Euskal Herria, bem como nas manifestações decorridas tanto ao meio-dia nas capitais bascas como à tarde em multidão de localidades.

Segundo a informação difundida pelos convocantes, que efetuaram uma ampla mostragem entre 530 importantes centros de trabalho, a greve foi seguida por 56% das empresas do setor industrial, embora somando as empresas em que o desemprego foi superior aos 30%, o seguimento superaria os 70%. Entre as grandes companhias que apoiaram a greve encontravam -se Arcelor Mittal de Bergara, Zumarraga, Olaberria e Agurain, Indar, CAF, GKN, Grupo Bolota, Ormazabal, Sarrio Papel de Leitza e Munskjo de Elduain, Sunsundegui, Kayaba ou Guardian Llodio, entre outras. Igual que em outras ocasiões, significativas empresas do movimento cooperativo como Orkli, Irizar, Fagor Ederlan ou Ampo somaram-se também à greve.

Em Euskotren e Eusko Trenbide Sarea a atividade limitou-se aos serviços mínimos, no Metro de Bilbo a incidência foi «muito significativa» e em Gasteiz, nos autocarros urbanos de Tuvisa teve um 80% de seguimento. Também o Porto de Bilbo parou. Dos mercados de abastecimentos, tanto Mercabilbao como Mercabugatti de Donostia viram praticamente parada a sua atividade ao não irem os compradores.

Na Construção, a greve afetou de maneira «quase total» às obras em Gipuzkoa, e de maneira «muito importante» nos outros territórios. Os convocantes destacaram que pararam todas as empresas cimenteiras (Lemona Industrial, Financeira e Mineira de Añorga e Arrigorriaga).

No Ensino, segundo informaram os sindicatos, o desemprego afetou ao 75% dos centros públicos e ao 85% das haurreskolak. Entre os centros concertados, a maioria das ikastolas fechou as suas portas e na Universidade a atividade reduziu-se ao 10% nos campus de Leioa e Gasteiz e ao 5% em Ibaeta. Também foi muito significativa a resposta no setor de gestão de comedores escolares, tanto em cozinhas centrais como em comedores de colégios públicos e privados.

Nas câmaras municipais e as deputaçoes forais, o seguimento foi «muito importante», especialmente em Gipuzkoa, onde quase todas as câmaras municipais se somaram à greve.

Relativo à Administração autonómica, segundo os sindicatos, o seguimento ultrapassou os 70%, embora em Osakidetza a resposta tenha sido menor, por causa dos «enormes serviços mínimos existentes».

No setor sócio-sanitário, a greve teve um seguimento amplo e em quase todos os casos só trabalharam os serviços mínimos. Precisamente, o Tribunal Superior de Justiça do País Basco anulou o artigo da ordem referente aos geriátricos por considerar abusivos os serviços mínimos.

O Governo de Gasteiz, no entanto, reduziu o nível de seguimento da greve geral a uma média de 25% na Administração pública e a 20% no setor privado. Fontes do departamento de Educação indicaram que entre o pessoal docente da rede pública a greve foi apoiada por 54,3% do pessoal.

A patronal Confebask também situou em 20% a adesão à greve no setor privado, e qualificou a convocação de «falhanço». Em Nafarroa, o presidente da Confederação de Empresários de Navarra, Juan Antonio Sarría, afirmou também que a greve «foi um falhanço» nesta comunidade.

No mínimo, quatro feridos por bolas e vinte detidos

Durante a jornada de ontem registaram-se várias cargas policiais que se saldaram com duas pessoas feridas por bolas de borracha em Bilbo e outras duas, no mínimo, em Iruñea.

Na capital navarra, agentes da Polícia carregaram nas imediações do Parlamento contra um grupo de manifestantes e uma pessoa recebeu o impacto de uma bola de borracha no olho, enquanto outra pessoa, menor de idade, era atingida no ouvido. A carga iniciou-a a Polícia Foral, à qual posteriormente se uniu a Polícia espanhola, e os incidentes estenderam-se ao Passeio Sarasate e às ruas próximas.

O deputado de Amaiur Sabino Quadra recebeu várias porradas nas costas e na perna em duas ocasiões apesar de se ter identificado como deputado. Ao todo, foram 15 as pessoas detidas em Nafarroa, nove delas menores de idade, acusadas de «agredirem os agentes». Segundo a Delegação do Governo espanhol, quatro polícias foram feridos ligeiros.

Em Gasteiz, a Ertzaintza carregou contra a manifestação ao passar pelo Corte Inglês, tal e como aconteceu no 29-M, ficando ferido de gravidade o jovem Xuban Nafarrete. Os agentes alegaram ter sido atacados com o lançamento de objetos. Ao todo, três pessoas foram detidas por «atentado à autoridade» e outras doze imputadas por «desordens públicas».

Em Bilbo, a Ertzaintza lançou bolas de borracha contra o piquete que foi muito próximo do Corte Inglês, causando feridas na sobrancelha a um jovem. À tarde, uma segunda pessoa recebeu um impacto de bola de borracha, na concentração levada a cabo ante o shopping Carrefour da Cidade Velha.

Por outra parte, o condutor de um autocarro de Bilbobus da linha San Inazio-Txurdinaga foi ferido, segundo fontes autárquicas, quando integrantes de um piquete atacaram com rolamentos o veículo. O motorista foi evacuado à Mútua, onde foi atendido de feridas no olho que não supunham qualquer gravidade.  


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