Arquivado em: marikana  áfrica do sul  exército  
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (1 Votos)

140912 policiaassassinaÁfrica do Sul - Observatório do Trabalhador - O Exército foi posto em “alerta máximo” na África do Sul, pela primeira vez desde o início da democracia, devido aos receios de contágio à instituição militar da tensão das últimas semanas no sector mineiro do país.


A decisão, noticiada pelo correspondente do diário espanhol “El Mundo” na África Austral, foi tomada depois de ser anunciado que o antigo líder juvenil do ANC (Congresso Nacional Africano), Julius Malema, tinha previsto um encontro com soldados de uma base militar. 
O ministro da Defesa emitiu na noite de terça-feira um comunicado em que diz que “a indisciplina no Exército é uma ameaça para o país”. Isto depois de apoiantes de Malema terem anunciado que este vai reunir-se com soldados para ouvir as suas “queixas e pedidos”.
 
“As intenções de Malema são claras. Ele quer a ingovernabilidade das minas, o que atinge a economia. O país não pode dar-se ao luxo de instabilidade semelhante nas Forças Armadas. O Exército é o garante da soberania e não permitiremos um jogo de futebol político com esta instituição”, disse o ministro Nosiviwe Ngakula.
 
Malema, antigo dirigente do partido no poder, do qual foi expulso este ano, tem também apelado aos mineiros para iniciarem uma greve geral em todo o país para conseguirem melhores salários e a demissão dos dirigentes do principal sindicato do sector. Mineiros da Amplats (Anglo American Platinum) estavam quarta-feira a bloquear com pneus, troncos de árvores e pedras as estradas da “cintura de platina”, à volta de Rustenburg, no Norte, segundo jornalistas da AFP, que constataram também o bloqueio do acesso à mina de Marikana. Milhares de outros trabalhadores da Amplats reuniram-se calmamente para exigirem aumentos salariais. A actual tensão na África do Sul foi agravada pela morte, em Agosto, na mina de Marikana, de 44 pessoas, dez em confrontos entre grupos sindicais e 34 abatidas pela polícia. O corpo de um outro manifestante foi encontrado no local por jornalistas na terça-feira, elevando para 45 o número de mortos.
 
Foto: Polícia após matar 35 mineiros no "Massacre de Marikana"

Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Adicionar comentário

Diário Liberdade defende a discussom política livre, aberta e fraterna entre as pessoas e as correntes que fam parte da esquerda revolucionária. Porém, nestas páginas nom tenhem cabimento o ataque às entidades ou às pessoas nem o insulto como alegados argumentos. Os comentários serám geridos e, no seu caso, eliminados, consoante esses critérios.

Código de segurança
Atualizar

Quem somos | Info legal | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: diarioliberdade [arroba] gmail.com

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.