Em comunicado de imprensa enviado ao Diário Liberdade, a CGT explica que tomou a decissão de convocar uma Greve General no conjunto do Estado espanhol –o que inclui a Galiza, Países Catalães e País Basco- perante a “situação de emergência social na que se encontram milhões de pessoas trabalhadoras”. A data escolhida é 31 de outubro.
A CGT toma a decisão unilateralmente, mas sendo um sindicato muito minoritário –não sendo em setores e territórios muito concretos do Estado espanhol- não é de esperar uma incidência sensível do protesto, de não se produzir a adesão de mais entidades.
Entretanto, os sindicatos amarelos CCOO e UGT, apesar da brutal crise e cortes nos direitos e qualidade de vida da classe trabalhadora, permanecem impassíveis participando no jogo institucional. Ou mesmo travando a luta em nações como a Galiza, onde o sindicato maioritário (o nacionalista CIG) acaba de adiar pela segunda vez a convocatória de uma greve geral, dada a impossibilidade de fazer que as sucursais de CCOO e UGT nesse país avançarem nessa linha.
No seu comunicado, a CGT chamada “toda a população a se rebelar contra as medidas injustas e antissociais através da luta, da Greve Geral e da mobilização permanente contra os cortes, o desemprego, os despejos bancários e as políticas antissociais do Governo”.
No País Basco, a 26 de setembro, e na Galiza novamente adiada
A que com certeza terá forte incidência será a Greve Geral que se prepara no País Basco para dia 26 de setembro. Os sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE, Hiru, CGT-LKN e CNT, juntamente com mais de uma centena de organizações sociais bascas convocaram para esse dia uma nova greve geral "para dar uma resposta conjunta e contundente". Essa convocatória não parece ter sido considerada pela confederação estatal da CGT, que assim duplicará uma convocatória de greve geral com um mês de diferença no mesmo país.
Foto: Tercera Información
