Novos dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas sobre o desemprego no Reino Unido apresentaram uma taxa de 8,1% no segundo trimestre de 2012.
Houve uma pequena alta referente ao trimestre anterior de 0,1%, mas em si a taxa é bastante alta para a economia britânica. Ao todo são 2,59 milhões de desempregados no País.
A taxa de desemprego ficou em 8,1% no trimestre até julho, ante 8,0% nos três meses até junho.
O desemprego atinge principalmente os jovens, que estão na faixa etária entre 16 e 24 anos. O número de desempregados nessa faixa etária é de mais de 20%.
Tanto o número absoluto como a taxa registrada entre os jovens são as maiores desde 1992, quando esses dados começaram a ser registrados.
Outro dado relevante divulgada pela agência Blomberg indica que existem 9,9% da população economicamente ativa em subempregos, ou seja, que trabalham um período menor e não recebem benefícios trabalhistas. São mais de 2,8 milhões de trabalhadores em péssimas condições de trabalho completamente. Ao todo, são mais de cinco milhões de trabalhadores que praticamente estão sem emprego ou em condições muito instáveis economicamente.
O crescimento econômico do País também está em sua pior fase. Com uma dívida pública de mais de 12% do PIB (Produto Interno Bruto).
O número de pessoas que recebem seguro-desemprego caiu 15 mil em agosto, registrando a maior queda desde junho de 2010, mas nada garante que estas pessoas tenham arranjado um novo emprego, mas que deixaram de requisitar.
A economia britânica é uma das mais importantes da Europa, ao lado da Alemanha, França, Itália e Espanha. Não há perspectiva de recuperação da economia do País num curto período, já que sua base de sustentação é o mercado financeiro que se encontra em total baixa.
O agravamento da crise para a Grã-Bretanha é um grave sinal para todo o continente europeu e que pode ser diretamente influenciado pelos demais países da zona do euro, mesmo não sendo membro da região.
