Durante um seminário na capitalina Universidade Experimental das Artes, o escritor, que recebeu recentemente o Prêmio Libertador ao Pensamento Crítico 2011, chamou à luta constante para vencer tal degradação, que invadiu diversos espaços.
"Muitas vezes não sabemos que caminho seguir. Há que desenhar esses caminhos. Retomar pensamentos antigos, construir novos", disse o pesquisador, quem destacou a importância de aprofundar na obra do filósofo alemão Carlos Marx.
Veraza aludiu à destruição do ambiente, e a "fenômenos naturais não casuais", produzidos por uma indústria extrativa que "não se detém na despesa de energia por parte de um capitalismo" voraz, referiu a Agência Venezuelana de Notícias.
O próprio intelectual tem dito que ao desenvolver novos conceitos sob o espírito marxista, é possível analisar a realidade latino-americana e mundial, e propiciar o reencontro do pensamento de Marx com a região.
Veraza recebeu no sábado último nesta capital o Prêmio Libertador ao Pensamento Crítico 2011, por sua obra Do Reencontro de Marx com América Latina na época da Degradação Civilizatória Mundial.
Instituído em 2005 para reconhecer o trabalho reflexivo de autores da área, o galardão foi entregue em uma cerimônia presidida pelo ministro venezuelano de Cultura, Pedro Calzadilla, no teatro Teresa Carreño.
Veraza é um dos mais importantes estudiosos da corrente marxista na América Latina e dos que tem inovado na interpretação deste pensamento nas circunstâncias atuais, considerou o titular em um programa radial que conduz todas as semanas.