A Grã Bretanha registrou um déficit fiscal de 600 milhões de libras no primeiro mês do novo ano fiscal (julho). A expectativa era de um superávit de 2,2 bilhões de libras.
Os lucros da empresas está caindo. A indústria está sucateada e as exportações estão em queda livre devido à queda da demanda pelos principais clientes, localizados na zona do euro.
O consumo caiu e a arrecadação tributária caiu junto.
Os cortes dos gastos públicos, prometidos pelo governo direitista, não tiveram nenhum efeito por dois motivos principais. O primeiro foi o próprio aprofundamento da crise capitalista no País. O segundo foi que as demissões de centenas de milhares de funcionários públicos e os cortes nos programas sociais foram acompanhados do aumento dos repasses para os especuladores financeiros por meio de vários programas.
A Citi de Londres é um dos dois principais centros financeiros do mundo, junto com Wall Street. Ela é responsável pela maioria das emissões dos nefastos derivativos financeiros que têm garantido altas taxas de lucro para os especuladores, mas ao custo de ter disparado o endividamento público e ter convertido o mundo num verdadeiro casino especulativo.
A dívida do setor financeiro britânico supera os 200% do PIB e continua aumentando. À dívida pública se somara o novo pacote de repasse de recursos, inicialmente estimado em 50 bilhões de libras, sob o formato da compra de títulos podres.
