A empresa apoiada pelo Estado vem desde 2010 tentando fechar centenas de agências no meio de enormes prejuízos financeiros e indicou que a virtual quebra afetaria quase meio milhão de famílias estadunidenses.
É improvável que o Congresso aprove a ajuda para o USPS antes de setembro devido ao tradicional recesso parlamentar de verão. Para se recuperar, a corporação precisa de uns cinco bilhões de dólares.
Se esta crise se concretiza, seriam congeladas as prestações sociais, pensões e seguros de saúde a milhares de famílias, a muitas das quais a empresa deve dinheiro desde 2011.
Depois da rede de lojas Wal-Mart Stores Inc (com 1,4 milhões de trabalhadores), o USPS é o maior empregador civil na nação norte-americana e representa o sustento de quase 750 mil famílias.
Em maio, o Correio Postal confirmou que cortará à metade as horas de funcionamento em áreas rurais dos Estados Unidos para tentar poupar 500 milhões de dólares anuais.
A agência alegou que a recaída se deve a que as pessoas estão enviando muitas menos cartas devido ao uso majoritário do e-mail.
O reajuste do USPS afetará 13 mil 167 agências do correio localizadas em comunidades não urbanas, as quais reduzirão o horário atenção, em média, umas quatro horas diárias.
A rede de comunicações informou que desde fevereiro registra perdas semanais que chegam a quase 25 milhões de dólares, e como um passo preliminar para evitar a quebra eliminou a entrega aos sábados.


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