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190712 fmiUnião Europeia - Diário Liberdade - O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu nesta quarta-feira que a Eurozona segue o perigo e a crise financeira, atingindo uma fase nova e crítica.


O FMI instou a Europa a acelerar a criação da uma união bancária e pediu ao Banco Central do bloco (BCE) que injete mais liquidez.

"Apesar de decisões importantes, os mercados financeiros seguem sob tensão em algumas partes da região, o que propõe interrogantes sobre a continuidade da união monetária" assinalou o FMI, organismo dirigente do grande capital internacional, em seu relatório sobre o estado da política econômica regional.

Nesse sentido, reclamou ao BCE que desempenhe um papel mais importante na "luta contra a crise da dívida", aplicando uma política de "flexibilidade quantitativa" com um programa de compra de bonos de dívida soberana.

"Tendo em conta que a inflação é débil e diminui, o BCE pode baixar suas taxas de interesse e tomar outras medidas não convencionais que sacariam pressão a alguns mercados", diz o relatório.

Também recomendou novas operações de empréstimo no curto prazo aos bancos europeus, como as que levou a cabo o BCE em dezembro e fevereiro, quando ofereceu dinheiro à as entidades com condições vantajosas, com o objetivo de estimular o crédito e a economia.

O FMI defende, além do mais, pela ativação de uma "união bancária na zona euro", com uma superintendência comum, um sistema de garantia de depósitos e uma entidade de superintendência.

"O agravamento da crise demonstra que suas causas profundas ainda não foram tratadas (...) Só uma ação convincente e concertada para completar a união econômica e monetária pode deter o declínio da confiança na região", sustenta o FMI.

O diagnóstico chega no mesmo dia em que o chanceler alemã, Angela Merkel, disse que não tem certeza de se o projeto europeu funcionará, embora seja "otimista sobre seu futuro".

"O projeto europeu ainda não está construído de tal maneira que nos assegure que tudo funcionará bem. Isso significa que precisamos seguir trabalhando. Temos muito a fazer mas sou otimista e acho que o conseguiremos", afirmou.

O agravamento da crise começou na Grécia no final de 2009, para depois atingir a Itália, o Estado espanhol e França em 2011. O FMI teme que esta situação envolv, não só a Europa, mas também a grande parte do resto do mundo, numa recessão global.

Com TeleSur.


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