Mas, em vez de oferecer resposta razoável às reivindicações legais e legítimas dos trabalhadores egípcios, a direção italiana da Pirelli respondeu com a ameaça de fechar a filiar egípcia, declarando que a empresa conta com mais de 25 filiais em outros países e pouco perderá se fechar a fábrica egípcia. A direção italiana ameaça também romper os contratos com 300 empregados temporários.
É absolutamente indispensável resistir a essa atitude brutal da direção da empresa, manifestando nossa solidariedade com os trabalhadores e contra a arrogância dos patrões, decididos a castigar seus empregados que ousem reivindicar direitos legais.
Todas as agências e ministérios do Estado egípcio devem agir conforme suas responsabilidades. Para que serve o Estado e a democracia, se nada fazem para defender os trabalhadores egípcios humilhados em seu próprio país e privados de direitos que a lei lhes reconhece?
O novo presidente Morsi fará o que lhe cabe fazer, para proteger os direitos dos trabalhadores egípcios, ou permanecerá aliado à empresa Pirelli contra os trabalhadores egípcios?
Dia 27/6/2012, pela manhã, os operários da Pirelli-Alexandria organizam manifestação pacífica de protesto, novamente, frente ao consulado italiano em Alexandria.
Toda a solidariedade dos trabalhadores do mundo, aos empregados da Pirelli-Alexandria.
Viva a luta dos trabalhadores egípcios.
Viva a Revolução Egípcia!
Federação Egípcia de Sindicatos Independentes
Original em http://bataillesocialiste.wordpress.com/2012/07/03/egypte-greve-a-lusine-pirelli-dalexandrie/
Tradução do coletivo Vila Vudu
