A secretária geral, Ainhoa Etxaide, participou na manifestação que teve lugar entre Beasain e Ordizia, que congregou centenas de pessoas.
Etxaide denunciou que "as decisões que se estão a debater e se vão tomar" na actual conjuntura económica vão deteriorar -ainda mais- a situação, ao propor-se cortes nos direitos laborais e sociais e também uma reforma da negociação colectiva que "vai supor um corte também nos nossos direitos sindicais".
Em frente a isso, advertiu de que "não existem atalhos para dar solução a esta crise", que a seu juízo deve abordar-se "mediante o compromisso e a aposta decidida de empreender uma mudança estrutural nas políticas económicas e sociais".
Para a sindicalista hondarribiarra, o eixo desse processo de mudanças em Euskal Herria reside em "conseguir materializar a mudança política", de forma que trabalhadores, agentes sociais e sindicais se dotem das ferramentas para "poder decidir qual deve ser o nosso modelo, as nossas políticas e qual é o modelo económico e social que mais beneficie esta sociedade".
Mostrou-se convencida de que em Euskal Herria "a mudança política é possível, há iniciativas para consegui-lo. Estamos a tomar a iniciativa para conseguir essa mudança política", sublinhou.
Nesse contexto, reclamou a "todos os agentes políticos e sociais que se comprometam com essa mudança, com esse objectivo que é dotar-nos de instrumentos para podermos ser capazes de desenhar nossas políticas" e apelou a que "dêem passos efectivos e eficazes", porque os trabalhadores "demandan e precisam essa mudança política de calado", que "também deve ser impulsionado a partir do sindicalismo".
Etxaide fez questão de que a mudança "dar-se-á desde a capacidade de somar forças, de alicerçar alianças sólidas que possam permitir-nos gerar uma nova realidade, a partir da grande maioria social, política e sindical que exige e quer abordar esse processo de mudanças a partir da unidade".
