Neste 1º de Maio, milhares de operários e operárias manifestárom-se em pontos estratégicos da Grécia, nomeadamente nas imediações do Parlamento e do Ministério das Finanças do país. Neste último local, dezenas de jovens armados com bastons figérom frente à violência policial, que lançou gás lacrimogéneo numa tentativa de dispersar os manifestantes.
As mobilizaçons combativas nom acontecêrom apenas em Atenas. Em Salónica, uma cidade do norte do país, o cortejo do Primeiro de Maio viveu confrontos na rua com ataques da polícia e respostas de centenas dem anifestantes contra espaços comerciais e vidros de edifícios de algumas entidades bancárias.
Na base dos confrontos cada vez mais habituais estám desta vez as últimas medidas anunciadas polo primeiro-ministro George Papandreou, que ditam cortes bruscos nos salários da Funçom Pública, despedimentos e "reestruturaçom" de diversos órgaos políticos e de serviços estatais. Medidas de perfil neoliberal ditadas polo FMI e pola Uniom Europeia em troca de "facilidades" no pagamento da descontrolada dívida do Estado grego.
"Nengum sacrifício; a plutocracia deve pagar a crise", dizia umha faixa da frente sindical comunista (Pame), que mobilizou milhares de militantes, em meio a bandeirolas e bolas de gás vermelhas, na praça Sintagma, no centro da capital.
Europeus e o FMI negociam há dias em Atenas com o governo grego o desbloqueio de empréstimos a três anos para ajudar a Grécia a enfrentar umha dívida colossal. Só no primeiro ano, deverám ser concedidos 45 bilhons de euros.
Em troca, pedem ao governo a adopçom de novas medidas de "austeridade" consideradas draconianas polos sindicatos e organizaçons de esquerda, que as denunciárom neste 1º de Maio.
Segundo organizações de trabalhadores, é possível que se exija da Grécia umha economia em dous anos de até 25 bilhons de euros para sanear o défice público, de modo a baixá-lo de 14% do Produto Interno Bruto (PIB), como foi no ano passado, para 4% no final de 2011. Seria um esforço sem paralelos na zona euro.
Os sindicatos, que convocárom umha nova greve geral para quarta-feira, declaram-se dispostos a luitar contra esta terapia de choque, que representa cortes nos salários e acarreta umha reforma nom desejada do sistema de aposentadorias.
A burguesa está a difundir, através do governo, a mensagem de que a "sobrevivência da naçom" depende de que o povo trabalhador assuma os ataques. Na verdade, todo indica que nom é a naçom que está em risco, e sim o capitalismo e a classe dominante, daí que se pretenda deixar a Grécia amarrada por 10 anos ao controlo do Fundo Monetário Internacional (FMI).
