Os resultados foram decepcionantes é no número de barris produzidos. Das 16 grandes companhias de petróleo estado-unidenses e europeias estudadas pelo por Paul Sankey, analista do Deutsche Bank, 14 delas viram a sua produção de petróleo declinar no trimestre. Colectivamente, a queda montou a 12% do total dos volumes de líquidos, ou 1,2 milhão de barris por dia. A sua produção média no trimestre totalizou 14,67 milhões b/d. Mesmo excluindo o efeito da questão líbia, o declínio foi de 8%.
Apenas a Exxon e a Shell conseguiram 1% de ganhos no volume de líquidos.
A situação não ficou melhor quando Sankey examinou outros grandes produtores não-OPEP. A Petrobrás, o suposto motor de crescimento do Brasil, esteve em baixo, tal como estiveram a Lukoil e TNK-BP da Rússia e a Sinopec da China. A Rosneft (2,2 milhões b/da) e a PetroChina (2,4 milhões b/d) conseguiram com dificuldade ganhos de 2% e 4%.
Na generalidade, os produtores de 31 milhões de b/d (de um total mundial de aproximadamente 86 milhões de b/d) viram a sua produção cair 4%. Não é de admirar que Sankey tenha intitulado o seu relatório como "A morte dos não-OPEP".
Os volumes da OPEP, em contraste, subiram 2% no trimestre, calcula Sankey.
Então, o que está a acontecer? Terá chegado o Pico Petrolífero, pelo menos na parte não-OPEP do mundo? Pode ser que sim. "Ao identificar mega-temas, argumentámos que a mudança do século XX para o XXI representa o fim da era do petróleo e o princípio da era da electricidade global" [NR] , escreve Sankey. "Da concentração dar reservas de petróleo remanescentes (abundantes) não mãos da OPEP extrai-se um corolário óbvio: o fim do crescimento da oferta não OPEP".
As companhias super-grandes estão a descobrir que é cada vez mais difícil penetrar nos mega-projectos remanescentes de companhias de petróleo estatais. Dos maiores membros da OPEP, como a Arábia Saudita, Irão, Venezuela e Iraque, apenas este último está ansioso pela entrada das grandes companhias para ajudar a desenvolver as reservas.
Acrescente-se o facto que a taxas de declínio naturais dos grandes campos apresentam uma média de 5% ao ano e tornar-se-á ainda mais difícil para o Big Oil permanecer grande. Christophe de Margerie, o pragmático chefe executivo da Total francesa, acredita que o Pico Petrolífero será atingido dentro de cinco anos (ver meu artigo sobre a Total: “High Friends In Low Places”).
As grandes companhias estão a conseguir algum crescimento nos recursos de gás natural recém desenvolvidos. Na verdade, quando se inclui as produção de gás o volumes total da Exxon sobem 10% no terceiro trimestre – graças ao lançamento do seu megaprojecto no Qatar (ver meu artigo de capa: "ExxonMobil — Green Company Of The Year"). Mas a venda de gás mal dá um terço de petróleo numa base de equivalência energética.
Houve alguns casos atípicos. A BP teve o maior mergulho, afundou 10% ou 250 mil b/d devido ao efeito da liquidação de activo em consequência da fuga de petróleo [no Golfo do México]. A Repsol da Espanha afundou 15%, com a Hess Corp. em 10%.
O que dizer acerca do impacto de líquidos produzidos a partir de recursos não convencionais como o xisto Eagle Ford e a formação Bakken? Embora tenha havido um grande disparo de crescimento para exploradores independentes mais pequenos, escreve Sankey, "seu crescimento é de longe menos significativo na margem".
Então o que significará para o mercado de petróleo o momento em que apenas a OPEP possa atender à procura do óleo, considerando especialmente que as necessidades da China e a Índia estão a aumentar de forma ameaçadora a partir de uma pequena base per capita? "Parece muito claro que preços mais altos e altamente voláteis serão um facto necessário dos futuros mercados de petróleo", escreve Sankey.
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[Nota de Resistir] É altamente improvável e discutível que ao fim da Era do Petróleo suceda uma Era da Electricidade, como pretende o autor. Recorde-se que a electricidade não é energia primária. Ao fazer uma tal afirmação, o Autor deveria explicar como seria produzida a electricidade.
O original encontra-se em www.forbes.com/...