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170413 botin rubalcabaEstado espanhol - Diário Liberdade - Entidades bancárias espanhóis terám ameaçado o PSOE com deixar de renegociar as dívidas económicas desse partido se nom detém as expropriaçons anunciadas.


O principal partido da oposiçom burguesa espanhola, o social-liberal PSOE, tenta nos últimos tempos oferecer a sua cara mais "esquerdista", aliado à reformista Izquierda Unida, com as medidas expropriatórias anunciadas polo governo andaluz, em maos dessa duas forças.

A resposta das entidades financeiras à tentativa reformista de compensar os efeitos brutais dos despejos que se sucedem um pouco por todo o Estado espanhol desde o início da atual crise capitalista nom demorou. O secretário-geral do PSOE, Alfredo Pérez Rubalcaba, terá sido advertido de que pode deixar de contar com as vantagens que os bancos costumama oferecer aos partidos do sistema.

Segundo o digital espanhol 'El Confidencial', o decreto andaluz que permite expropriar andares vaizos aos bancos para dar abrigo às pessoas vítimas de despejos foi contestada polas entidades afetadas com ameaças: as moratórias para o pagamento de 470 milhons de euros adividadas polo PSOE poderám acabar se as políticas expropriatórias tiverem continuidade.

Democracia dos banqueiros

Todos os partidos institucionais espanhóis estám atrelados aos bancos que, juntamente com as milionárias ajudas públicas, financiam as atividades económicas com que PP, PSOE, IU, UPD e restantes partidos do sistema. Os maus resultados das eleiçons, que determina as quantidades que recebem em ajudas públicas, costuma provocar situaçons difíceis nos partidos afetados, que também estám sempre endividados milionariamente em relaçom à burguesia financeira, verdadeira dona do sistema monárquico-capitalista espanhol.

Agora, quando um governo reformista tenciona aprovar umha simples medida compensatória para milhares de pessoas empobrecidas que ficam nas ruas sem direito à habitaçom, os amos dos milhares de prédios vazios resultantes dos despejos massivos tentam evitar qualquer intervençom pública que poda afetar os seus interesses.

É aí que vemos o verdadeiro funcionamento do sistema capitalista: quem paga manda e, neste caso, a dependência total dos partidos relativamente aos bancos obriga-os a escuitar e obedecer as suas diretrizes.

A direçom do PSOE reconheceu a "asfixia financeira" do partido, que se reflete já na falta de pagamento a trabalhadores e trabalhadoras, situaçom agravada pola perda de 4,3 milhons de votos e 60 cadeiras nas últimas eleiçons espanholas. A conseguinte perda de 30% dos rendimentos públicos que tinha obtido em 2011 deixou os 34,4 milhons anteriores em 24,5 atuais. Umhas quantidades astronómicas que, no entanto, nom chegam para manter oleadas as grandes maquinarias partidárias do regime.

Quanto à dívida do PSOE, estima-se em 60 milhons, 50 deles de dívida hipotecária e 5 de caráter eleitoral. Quanto aos rendimentos, fôrom de 60,8 milhons em subsídios públicos no último ano, mais 15,3 de contributos de ntidades locais de mais de 20 mil habitantes, em funçom da sua representatividade institucional.

Os dados oficiais mais recentes que deu a conhecer a direçom do PSOE, concretamente no Congresso de Sevilha do passado ano, situavam a dívida em 46,75 milhons de euros (24,15 das eleiçons e 22,6 milhons do ano anterior).


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