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Baiona-338BatasunaEuskal Herria - ASEH - Os porta-vozes do Batasuna Maite Goienetxe e Jean-Claude Agerre deram a conhecer a decisão da dissolução da força política, onze anos depois da sua constituição.


Os porta-vozes do Batasuna relacionaram a decisão com o fim de um determinado ciclo político em Euskal Herria e com a necessidade de adaptação à nova fase, que na sua perspectiva requer novos instrumentos. Recordaram que nos últimos meses se verificaram no seio da esquerda abertzale diversos ajustes, como o desaparecimento da Segi e a dissolução da Askatasuna, e afirmaram que a dissolução do Batasuna se enquadra «na mesma lógica».
 
Goienetxe e Agerre destacaram o facto de o Batasuna ter sido criado em 2001, numa altura em que a esquerda abertzale decidiu organizar-se a nível nacional em todo o País Basco para levar por diante uma estratégia de construção nacional e pouco depois da ruptura do processo iniciado com o Acordo de Lizarra-Garazi.
 
Referiram que, apesar da ruptura que o fim de Lizarra-Garazi constituiu para o movimento abertzale e dos maus momentos que viveram ao longo dos anos – operações policiais, contas embargadas, detenções, escutas, a entrega de Aurore Martin... –, a sua prioridade foi sempre trabalhar em prol da união dos abertzales e da defesa da construção nacional.
 
Os porta-vozes abertzales salientaram as «mudanças importantes» que se deram no panorama político basco, na sequência do processo falhado de negociação de Loiola e do debate interno no seio da esquerda abertzale, que concluiu com a resolução «Zutik Euskal Herria»; referiram-se à Conferência de Aiete (Outubro de 2011) e ao anúncio feito pela ETA de cessar definitivamente a sua actividade armada.
 
Goienetxe e Agerre disseram que em Ipar Euskal Herria [País Basco Norte] a situação também se alterou em pouco tempo e que, uma vez adaptada a «Zutik Euskal Herria» aos três territórios do Norte, «começaram a dar passos com base no novo esquema de trabalho». Fruto disso foi o Acordo Estratégico alcançado entre o movimento abertzale e de esquerda.
 
«Fomos obrigados a reconhecer que a fase política em que o Batasuna surgiu se encontra ultrapassada. Na medida em que essa fase está fechada, também nos parece que o tempo do Batasuna se esgotou», afirmaram, realçando ao mesmo tempo que «as siglas não têm importância. O mais importante é garantir a eficácia da nossa luta e que os instrumentos políticos de que necessitamos se adaptam ao novo tempo político. Foi para responder a esta necessidade que decidimos dissolver o Batasuna. Começámos a construir uma nova fase política, temos vontade de continuar nesse caminho e o instrumento político adequado já não é o Batasuna».

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