Oslo, na linha de continuidade na atribuição a personalidades tão pacíficas como de Klerk, Shimon Peres ou Kissinguer, premeia desta forma o genocídio que vai sendo praticado no Mediterrâneo ou Atlântico, ou a guetização de milhões de seres humanos sejam eles ciganos, imigrantes ou refugiados, atirados para as periferias dos grandes centros urbanos pelas medidas segregacionistas.
A saúde, o reagrupamento familiar, a educação, a cultura, são sistematicamente negados ou dificultados e os actos de violência e discriminação sobre estas comunidades quase nunca condenados.
Oslo é assim conivente com a afirmação de que a União Europeia pode negar a esses mesmos seres humanos os mais elementares direitos políticos recusando o direito de asilo ou o direito à nacionalidade e, sobretudo, o direito de voto.
Este prémio Nobel da Paz é mais uma afronta a estas minorias. Mas, mais do que isso, é sobretudo, uma afronta aos direitos humanos.


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