Cerca de 15 milhões de sírios irão às urna nesta segunda-feira, dia 7 de maio, para selecionar os novos parlamentares. Segundo o general Hassan Jalali, vice-ministro do Interior, tudo está pronto para responder às necessidades do processo.
Tal afirmação foi confirmada pelo juiz Nazir Kheirallah, chefe do subcomitê judicial em Damasco, que assegurou que os 791 centros de votação na cidade de Damasco e os 641 da região metropolitana de Damasco estão habilitados para que a população vote e eleja os 29 representantes à Assembleia Popular que correspondem à região.
A mesma situação pode ocorrerá em Tartous (no Mediterrâneo sírio), em Latakia, Idleb, Quneitra, Hama, Alepo, Raqqa, Sweida, Deir Ezzor, Daraa, Hassakeh e em Homs, onde se espera uma boa participação dos eleitores, apesar da tensão reinante no país.
Alguns analistas consideram que os sírios enfrentam um sério desafio porque a nação luta contra uma intensa guerra midiática e contra a violência desatada por grupos irregulares armados apoiados desde o exterior, segundo assinalam as autoridades locais.
Na campanha desenvolvida nos últimos dias, destacam-se entre os candidatos um bom número de profissionais, trabalhadores, camponeses e mulheres, bem como a participação no processo de vários agrupamentos políticos.
O presidente da Assembleia Nacional, Mahmud Al-Abrash, assinalou - ao valorizar essa ação participativa do povo - que uma nova Constituição implica um novo Parlamento e que este deve ser instalado no próximo dia 26 de maio.
O líder do legislativo sublinhou em encontro com meios de comunicação que "o árbitro da nova Carta Magna é o povo e tudo o que possa ser modificado será responsabilidade dos representantes eleitos pelas massas e não das pressões externas enfrentadas pelo governo".
Destacou também que este povo do Levante "marcha pelo caminho da reforma integral guiada pelo presidente Al-Assad, apesar de todas as tentativas de alguns países de abortá-la".
Nesse sentido, o Patriarca da Antioquia, todo o Oriente Médio, Alexandria e Jerusalém, Gregório III, afirma que "os sírios precisam do fim da ingerência estrangeira para resolver a atual crise e atingir a paz".
Segundo as autoridades, a lisura e transparência dos resultados nas urnas serão observadas por mais de 150 representantes estrangeiros e por meios de comunicação que se encontram no país.
