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010310_nowar.jpgPolítica Operária - Está em marcha a campanha contra a Cimeira da Nato prevista para Lisboa em Novembro próximo.


Organizações como a PAGAN (Plataforma Anti-Guerra e Anti-NATO) e outras têm desenvolvido acções de rua para despertar a opinião pública e alertar para a necessidade de levantar um movimento de protesto contra os planos belicistas, em particular o envio de tropas portuguesas para teatros de guerra, ao serviço dos imperialistas.

A 25 de Janeiro, dia em que partiu para o Afeganistão mais um contingente de tropas portuguesas que vai render e reforçar o destacamento que ali permanece desde 2005, aumentando-o para o dobro, os colectivos Comunistas Revolucionários, Mudar de Vida e Política Operária distribuíram o seguinte comunicado:

Porquê tropas portuguesas no Afeganistão?

Porque falta sempre dinheiro para melhorar pensões, salários, saúde pública e educação – e não falta para enviar e manter tropas no estrangeiro?

O governo cozinhou, com o CDS e o PSD, um orçamento que congela salários, mantém milhares de desempregados sem subsídio e não aponta uma medida sequer para travar os despedimentos. Ao mesmo tempo, insiste em manter tropas e polícias fora das fronteiras e prepara-se para aumentar o orçamento da Defesa com o aplauso de Portas e Ferreira Leite. Nisto, todos se puseram de acordo sem precisarem de negociações – basta tirar a quem trabalha e dar a quem parasita.

Que fazem os soldados portugueses no Afeganistão?

Colaboram numa guerra alheia, iniciada por Bush e prolongada por Obama. A missão da NATO, em que as forças portuguesas se integram, é apenas o chapéu-de-chuva que presta auxílio à agressão norte-americana. Os EUA invadiram o Afeganistão em 2001 com o pretexto de combaterem o terrorismo e defenderem a segurança do mundo. Quase nove anos depois, tudo piorou no Afeganistão: produção e tráfico de droga, corrupção, fraudes eleitorais, miséria generalizada. Diante de uma resistência imparável, o terror maciço é a arma das forças de ocupação, que bombardeiam populações civis e as privam de tudo o que é essencial. A segurança mundial está mais ameaçada: a guerra alastrou ao Paquistão e uma nova agressão está em curso contra o Iémen.

As justificações das autoridades portuguesas não servem

Governo e demais autoridades justificam-se com os compromissos assumidos no quadro da NATO. Mas o que está em causa é uma total dependência diante dos interesses dos EUA e das potências europeias; um atropelo dos direitos dos povos; e um completo desprezo pelos reais interesses da população portuguesa.

A agressão ao Afeganistão (como ao Iraque e à Jugoslávia) viola o direito internacional e a Constituição portuguesa; e faz tábua rasa do repúdio do povo português pela guerra.

Se os compromissos com a NATO, como se vê, nos arrastam para a guerra, então devemos abandonar a NATO e reclamar a sua dissolução.

Por isso, exortamos o povo português

– A exigir a retirada das tropas portuguesas do Afeganistão e de todas as missões da NATO; o fim da ocupação do Afeganistão;

– A dissolução da NATO.

– A rejeitar a linha política seguida pelos governos e autoridades portuguesas e a reclamar a adopção de uma política que defenda o direito internacional e respeite a soberania dos povos.

– A repudiar a realização da Cimeira da NATO prevista para Novembro no nosso país.

Política Operária


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