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Foto de Espencat - Festa do Solstício de Verão na Marina Alta nos Países CatalãesPaísos Cataláns - Llibertat - [Tradução do Diário Liberdade] Perpinhã é a localidade com mais habitantes que reconhece o também conhecido como Dia de São João como a Festa Nacional dos Países Catalães.


A campanha para declarar São João "Festa Nacional dos Países Catalães" intensifica-se nestes dias coincidindo com a proximidade da festa e da Flama del Canigó e faz-se chegar uma moção às Câmaras Municipais com o objetivo de que se somem à demanda. Por enquanto, quase trezentos municípios somaram-se ao chamado da entidade Òmnium Cultural.

Em abril de 2010, o Conselho Municipal da Câmara Municipal de Perpinhã aprovou a moção de apoio à Flama del Canigó, aos Fogos de São João e ao seu reconhecimento como Festa Nacional dos Países Catalães, a instâncias da vereadora de Cultura. Assim, Perpinhã é uma das localidades com mais habitantes que aprova esta moção. Faz falta destacar que São João é além do mais o patrão da capital do Rosselló, coincidindo a véspera com a sua Festa Maior.

Logo de Perpinhã, vieram localidades como Badalona, Mataró, Sant Boi de Llobregat, Sant Cugat del Vallès ou Manresa. Nesse sentido, há que destacar que mais de um milhão e meio de pessoas moram em municípios onde se apoiou esta moção.

Em relação a outros concelhos assinante destacam as capitais de comarca como Figueres, Vilafranca del Penedès, El Vendrell, Les Borges Blanques, Valls, Berga, Ripoll, Solsona, Móra d'Ebre, Flix ou Cervera.

A Intersindical-CSC também o reivindica

A Intersindica-CSC fez público um escrito em que chama a "mobilizar-nos, pensar globalmente, participar das empresas no processo de construção nacional é imprescindível para conseguir o futuro de liberdades que almejamos", com motivo da Festa Nacional de 24 de junho, festividade de São João.

O sindicato independentista faz este posicionamento público pouco usual no mundo sindical, já que com motivo desta festa reclama a recuperação cultural e nacional no âmbito trabalhista, a catalanização nos lugares de trabalho nuns tempos "escuros de perseguição das ideias e ataques intoleráveis à nossa língua -e o nosso país-", diante dos quals exprimem e recordam a vontade de grande parte da classe trabalhadora: queremos "ser cidadãos e não súbditos, porque o país somos as pessoas que, independentemente da nossa origem, damos-lhe corpo com a nossa humanidade".

O escrito reividinca "a livre determinação do nosso povo, pela defesa da nossa língua, de empresas, vilas e cidades", e chama os trabalhadores catalães a trabalharem "pelo país" e "pelo catalão!"

Para a Intersindical-CSC este trabalho passa por começar a "fazer-nos sentir, desenhar alternativas e exercer a solidariedade" perante uma realidade para os trabalhadores e trabalhadoras "deitados no desemprego como peças de troca de um sistema económico colapsado devido à avarícia e a especulação". Uma situação descrita pela "desregulação laboral, a perseguição da dissidência, a criminalizção e judicialização da prática sindical", que segundo o sindicato temos de começar a enfrentar como povo.

A noite "mágica" do solstício de verão une o país

A de 24 de junho é a única festa, que se celebra de forma conjunta por todos o lado nos Países Catalães: são as festas de Perpinhã, as fogueiras de Alacante, a Flama del Canigó, os saltos de cavalo na Ciutadella de Menorca, as baixadas de falhas no Pirineu e Andorra, as festas populares na Catalunha e o País Valenciano... É uma jornada ligada ao fogo e ao carácter mediterrâneo do povo catalão, que simboliza o final da semente dos campos ("Pel juny, la falç al puny", "Em junho, a fouce ao punho" diz um ditado popular catalão) e a celebração do solstício do verão, segundo apontava a desaparecida web Atendeis.org.

Por isso, desde faz tempo, considerou-se esta data como a Festa Nacional dos Países Catalães, independentemente de reconhecimentos oficiais. Na década de 80, por exemplo, a Crida a la Solidaritat fez uma campanha e uma recolhida de assinaturas para que 24 de junho fosse feriado (naquela altura não era), e várias entidades mantiveram viva a iniciativa da Flama del Canigó, que espalha o fogo da língua do Norte pelas fogueiras de todos as vilas e cidades.


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