Em coletiva de imprensa, o ministro de Assuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo, confirmou que defenderá essa proposta durante uma reunião na próxima segunda-feira em Bruxelas com os chanceleres da UE.
"Somos partidários de entregar material de defesa para a proteção da população", afirmou García-Margallo, anunciando uma mudança na postura do Reino de Espanha com respeito ao fornecimento de armas aos mercenários que tentam derrocar o presidente sírio Bashar Al-Assad.
Depois de se reunir nesta capital com Moaz al Jatib, um dos líderes opositores sírios mais destacados, o chanceler admitiu que a postura da administração conservadora de Mariano Rajoy vai mudando "segundo evoluem as circunstâncias sobre o terreno".
De acordo com o chefe da diplomacia espanhola, esta postura é compartilhada por outras nações do chamado Velho Continente, além da França e do Reino Unido, que há meses se mostraram favoráveis a armar as forças contrárias ao governo de Damasco.
Fontes diplomáticas citadas pela imprensa madrilenha explicaram que esse apoio incluiria material como artilharia antiaérea, uma possibilidade recusada até agora pelo Estado espanhol junto a outros estados do bloco, como a Alemanha.
Durante segunda e terça-feira, esta cidade foi sede de uma reunião de membros da heterogênea oposição síria, com o objetivo de analisar a situação do país e as perspectivas de uma possível conferência de paz em Genebra, que a Rússia e os Estados Unidos tentam articular.
Os titulares de Exterior da UE decidirão na próxima segunda-feira se levantam ou não o embargo de armas que pesa sobre a Síria, medida que expira em 1 de junho.
