50,9% da cidadania da Catalunha votaria no 'sim' no referendo que CiU e ERC acabaram de marcar para 2014, após assinarem o pacto de governo. 29% introduziria um 'não' na urna, 10,6% abster-se-ia e 9,8% manifesta que participaria na consulta, mas que votaria em branco. Os dados, que vão na linha dos difundidos nos últimos meses em diversos inquéritos, fazem parte do inquérito realizado pela empresa Sondea e que o jornal catalão Ara publica neste domingo na sua edição em papel.
A população consultada respondeu também por volta do novo ciclo político que arranca no país. Seis em cada dez pessoas, 60%, vêem com bons olhos o acordo entre Artur Mas as e Oriol Junqueras, assim como a decisão tomada de que em 2014 o povo catalão poderá decidir livremente o seu futuro. As dúvidas d@s eleitor@s semeou-as o Governo espanhol, através de declarações como as realizadas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel García-Margallo, quem em mais de uma ocasião tem dito que tanto a Catalunha como a Escócia lhes cumpriria o apoio unânime dos estados da UE para fazerem parte dela.
A Comissão européia desmente a teima do PP: Catalunha poderia continuar na UE se o desejar
Porém, foi o próprio governo escocês que contestou ao Executivo de Rajoi: "A Escócia é parte do território da UE e os escoceses são cidadãos da UE. Não há nada que indique que esta situação tenha que mudar após a independência. A Escócia terá exactamente o mesmo tratamento, direitos e obrigações que o Reino Unido". Diferentemente de Madrid, Londres sim autorizou a consulta no território escocês, que se realizará em Outono de 2014.
As palavras de García-Margallo foram desmentidas também pela Comissão européia través da sua vice-presidenta, Viviane Reding, assinalando que não existe impedimento nenhum na Convenção de Viena para que um Estado novo resultante de um outro Estado integrado na UE possa ficar dentro dos órgãos europeus dos quais já fazia parte antes da independência. "A legislação internacional não diz nada que se pareça com isso", sublinhou numa entrevista publicada em outubro pelo Diário de Sevilla e que o PP 'convidou' a não publicar.
