Todos os presos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e dos seus aliados curdos do Irão, o Partido pela Vida Livre do Curdistão (PJAK) que cumprem condenação nas prisões turcas unem-se hoje à greve de fome iniciada pelo coletivo de presos curdos. O anúncio fê-lo Deniz Kaya, porta-voz dos presos destas duas organizações armadas, através da agência curda Firat News. Com a greve de fome, os presos curdos querem pressionar o governo da Turquia para que ponha ponto final ao regime de isolamento do líder do PKK Abdullah Öcalan, preso em Imrali, e para que levante todas as restrições legais à educação em língua curda.
Segundo Firat News, até agora são 380 os prisioneiros curdos que estão em greve de fome desde o passado 12 de outubro. Não se tem concretizado qual é a cifra total de membros do PKK e do PJAK que unir-se-ão hoje ao protesto. O passado mas de abril, cerca de 2.000 presos (1.500 das duas organizações armadas) levaram a termo um protesto de características similares.
Kaya acrescentou que, até agora, o governo turco se negou a aceitar nenguma das demandas do colectivo de presos curdo e que, ademais, os fechou em celas individuais.
O BDP pede a criação de 15 a 20 parlamentos autonómicos
Por enquanto, o pró-curdo Partido da Paz e da Democracia (BDP) tem concretizado num congresso este fim de semana a sua proposta descentralizadora para a Turquia. O BDP propõe que a Turquia constitua entre 15 e 20 regiões autónomas, cada uma delas com o seu próprio parlamento, recolhe o rotativo turco Hürriyet. Se a proposta não fosse aceitada por Ankara, o BDP considera que a alternativa seria negociar uma autonomia única para o Curdistão. Em qualquer dos dois casos, a formação procurda considera que o direito à educação em língua curda é uma reivindicação irrenunciável.
