Fotos: 1. Guerrilheira curda / 2. Mapa do Curdistám
O Exército turco terá matado cerca de 500 rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistám (PKK) em apenas um mês, no sudeste do território sob administraçom turca, que inclui parte da naçom curda, historicamente ocupada e submetida polos diversos estados vizinhos. Som dados do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, que declarou: "No último mês fôrom neutralizados no total cerca de 500 terroristas em operaçons na regiom sudeste".
Na verdade, o que os turcos chamam "regiom sudeste" é na verdade o território mais ocidental da naçom curda, cujo território está dividido entre cinco estados: Turquia, Síria, Iraque, Irám e Arménia.
Erdogan fijo essas declaraçons na inauguraçom de umha escola em Denizli (oeste da Turquia), empregando o termo habitual de "terroristas" com que as autoridades turcas se referem aos combatentes independentistas do PKK.
"Só nos últimos 10 dias -acrescentou o primeiro-ministro turco- fôrom neutralizados 123 terroristas em Hakkari", uma província situada na fronteira com o Iraque e o Irao, indicou o primeiro-ministro em um discurso transmitido na televisom.
Entretanto, o PKK multiplicou nos últimos meses os ataques contra as forças de ocupaçom no no território curdo sob soberania turca. O Estado turco lança constantes operaçons envolvendo muitas tropas e resultando em numerosas mortes de rebeldes e civis curdos.
Aproveitando a crise síria, Ancara acusa Damasco de apoiar o PKK como vingança contra a Turquia, que por sua vez está a armar e apoiar os mercenários e opositores do regime do presidente sírio Bashar Al-Assad. Várias regions do norte da Síria, fronteiriças com a Turquia, estariam atualmente nas maos de grupos curdos sírios, graças ao apoio turco.
Em luita armada desde 1984
O partido independentista e marxista PKK, considerado umha organizaçom terrorista polas autoridades turcas, iniciou a sua luita armada pola independência do Curdistám turco em 1984, o que desencadeou um conflito que até agora causou 45 mil mortos. Nestes anos, a força patriótica curda tem cessado a luita armada em diferentes ocasions, principalmente depois do seqüestro do seu líder histórico, Abdullah Öcalan, por parte dos serviços secretos turcos. Porém, o Estado turco em nengum momento mostrou a mais mínima disposiçom a negociar qualquer quota de soberania para o povo turco, cuja língua, direitos nacionais e inclusíve o nome do país estám suprimidos da legalidade turca.
Contrariamente a outros movimentos armados irregulares da regiom do Médio Oriente, o PKK e a resistência curda tem caráter laico e participaçom ativa das mulheres em todas as tarefas próprias da militáncia revolucionária e independentista.