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100912 atentadosIraque - Carta Capital - Uma série de atentados à bomba registrados no Iraque neste domingo 9 mataram ao menos 71 pessoas e deixaram mais de 300 feridos. A ação mais violenta teve como alvo um mercado, onde morreram 14 pessoas.


Em Nassiriah, ao sul de Bagdá, uma bomba explodiu em um carro estacionado perto do consulado da França, matando uma pessoa e ferindo outra. De acordo com uma fonte diplomática francesa, o cônsul honorário não estava no local.

A mesma cidade registrou ainda outro atentado com um carro-bomba diante de um hotel. Duas pessoas morreram e houve diversos feridos, informou o diretor do hospital municipal à agência de notícias AFP.

O atentado mais violento, no entanto, aconteceu pela manhã no sul do país em um mercado próximo ao mausoléu do imã xiita Ali al Sharki. Um carro-bomba explodiu quando o local estava repleto de pessoas e outro quando as equipes de socorro chegavam.

Na noite de sábado 8, desconhecidos abriram fogo contra soldados em um posto militar perto de Balad, norte de Bagdá. Uma bomba explodiu quando os reforços chegavam, deixando 11 soldados mortos e oito feridos.

O estacionamento da sede da empresa petroleira pública iraquiana North Oil Company, perto de Kirkuk, norte do país, também foi atacado. Mais uma vez uma bomba foi usada na ação que provocou a morte de sete pessoas e deixou 17 feridos.

As vítimas formavam uma fila em busca de uma vaga na unidade de proteção das instalações da empresa, encarregada da exploração de hidrocarbonetos na região.

O centro de Kirkuk também foi cenário de dois atentados, com três mortos e mais de 70 feridos, segundo a polícia.

Na capital Bagdá, três carros-bombas explodiram. Um deles atingiu um mercado a oeste da cidade, na área de Washash, onde sete pessoas morreram. Ao norte, um ataque deixou cinco mortos perto de um restaurante em Shuala, enquanto a terceira ação na área comercial de Hurriyah vitimou três civis.

Também foram registrados ataques com mortes no oeste de Kirkuk, Tuz Jurmatu, Tal Afar, Samarra, Taji e Baquba. Em Basra, uma grande cidade do sul do país que não costuma ser atingida pela violência, três pessoas morreram e 20 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba.

A onda de atentados ainda não foi reivindicada, mas a Al-Qaeda no Iraque afirmou que queria reconquistar o território perdido.

Apesar de o número de ataques ter diminuído consideravelmente em relação ao período de 2006-2007, continuam sendo frequentes. O país está imerso há meses em uma crise agravada pelas tensões religiosas.

Com informações AFP.


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