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EH-iku-LonEstado espanhol - Diário Liberdade - A proibição de mostrar os símbolos dos países "proibidos", quer dizer, as nações que como a galega carecemos de Estado, sofreu-a recentemente a família da canoísta Maialen Chourraut (Lasarte, Gipuscoa). 


Os factos aconteceram quando a família da desportista basca encorajou-a das bancadas mostrando o símbolo que identifica o povo basco, a ikurriña.

De acordo com a informação que divulgaram os familiares no Twitter, um voluntário da organização dos Jogos Olímpicos de Londres aproximou-se deles, obrigando-os a retirar a ikurriña enquanto se disputava a final.

Apesar da censura à bandeira do seu país a desportista conseguiu a medalha de bronze na final da prova de K-1. 

Fraude espanhol

Recentemente o futebol tem conseguido o que ningum partido político espanhol ou qualquer outra operação de marketing teria sonhado: socializar um dos símbolos mais rejeitados no Estado espanhol, a bandeira monárquica espanhola herdeira do fascismo.

Este sucesso explicaria o grande esforço investido pelo Reino de Espanha por ter desportistas de elite a qualquer preço. Como exemplo há poucos dias aparecia no Diário Liberdade uma notícia que denunciava que mais de metade dos integrantes da delegação espanhola não eram espanhóis. Dos 282 desportistas totais que compitem sob as cores franquistas do Reino de Espanha 82 são catalães, 31 bascos e 10 galegos. A eles há que somar 30 cubanos, romenos, marroquinos, congoleses, mexicanos, suíços, chineses, franceses, equatorianos, brasileiros, ucranianos, sérvios e dominicanos que concorrem como espanhóis.

Este interesse por "contratar" desportistas estrangeiros contrasta com o denigrante trato que o Reino de Espanha dá aos imigrantes. Casos de maltratos, expulsões, morte e tortura provocaram que recentemente o Tribunal europeu de Estrasburgo condenasse o Reino de Espanha por não respeitar os direitos humanos. 

Obrigados a competir com Espanha 

O dramático é que muitos destes desportistas defendem as cores de Espanha por obrigação por não poderem defender as cores dos seus países "proibidos".

É o caso do capitão da seleção espanhola de hóquei em campo, Àlex Fábregas, que afirmou que joga com Espanha porque não tem opção de jogar com a seleção catalã. E é que dos 18 jogadores da equipa espanhola de hóquei em campo, 16 são de nacionalidade catalã e só dois são espanhóis.

Proibição espanhola

Pouca gente sabe que o regime espanhol obriga aos desportistas de nacionalidade galega, basca e catalã a competir com as cores espanholas sob ameaça de não poder participar dos torneios locais.

No futebol, os jogadores são obrigados a vestir a camisola da seleção espanhola sob risco de não poderem jogar a liga do Reino de Espanha onde jogam as equipas galegas, bascas e catalãs com as que estes jogadores se identificam. 

Aliás, é a legislação espanhola e não a internacional a que proibe às seleções da Galiza, País Basco e dos Países Catalãs competirem a nível internacional já que não é preciso contar com um estado para ter seleção nacional própria. Eis os exemplos da Escócia ou o País de Gales que contam com seleções nacionais próprias.


 

Foto: ASEH, torcedores bascos são obrigados a guardar a bandeira do seu país nas Olimpíadas de Londres onde competia uma desportista basca da sua família.

 

 

 


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