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100212_siriabombaSíria - Prensa Latina - A explosão de um carro-bomba provocou a morte e feriu dezenas de pessoas, incluídos agentes da ordem na cidade síria de Homs (oeste), onde acontecem enfrentamentos entre grupos armados e as autoridades.


A explosão foi no bairro de Al-Bayyada, mas os grupos que desataram uma violência terrorista sem precedentes neste país continuam seus ataques indiscriminados com disparos de morteiros contra a Universidade Al-Baas, uma refinaria próxima e várias comunidades de Homs, indicam as partes provenientes dessa tumultuada região, segundo meios de imprensa.

Os disparos de obuses incendiaram ontem dois tanques de combustível na planta refinadora, a maior do país, e depois de um árduo esforço, os bombeiros e trabalhadores da instalação conseguiram sufocar as chamas; a universidade sofreu danos materiais, acrescentou a agência de notícias SANA.

A televisão síria mostra imagens dos escombros provocados pelos ataques dos grupos armados, que disse serem agora perseguidos por efetivos do exército e as forças de segurança.

Os grupos armados concentraram-se no bairro de Baba Amr, desde onde lançaram balas de morteiro e granadas de autopropulsão contra comunidades próximas, causando feridas e danos aos residentes. As forças de segurança começaram a cercá-los, segundo os repórteres.

"É difícil saber com exatidão o que está acontecendo lá", disse uma fonte à Prensa Latina. "O que te posso assegurar é que finalmente as forças estão agindo para conter a violência que praticam esses grupos; o que eles (esses grupos) têm feito já é demais", agregou.

As imagens mostram edifícios residenciais com buracos de bala e ruas que se parecem com campos de batalha.

Os grupos armados detonaram vários artefatos explosivos em Baba Amr que causaram a morte e feridas a agentes da ordem. Além de Al-Bayyada e Baba Amr, reportam-se confrontos no bairro de Al-Khalidiyeh e Al-Nazihin e que homens armados assaltaram a Igreja Al-Saraya e sequestraram ao sacerdote Walid Mimari e um de seus assistentes.

Uma fonte oficial comunicou que na quarta-feira foram sepultados 13 efetivos entre militares e policiais, e outros sete na manhã desta quinta-feira.

As autoridades de Idleb negaram que o exército tenha bombardeado as localidades de Maraat Al-Nouman e Ariha, como divulgaram canais satelitais árabes, informações que qualificaram de infundadas e incertas.

Em todo caso, afirmaram, grupos armados atacaram com foguetes RPG e tentaram assaltar o escritório de recrutamento de Ariha, enquanto que as autoridades competentes cumprem seu dever de proteger e garantir a segurança da cidadania, perseguindo os terroristas.

Outros meios indicam que tropas do exército e da guarda fronteiriça reforçaram a vigilância da fronteira de Idleb com a Turquia por onde se infiltraram muitas dessas bandas com artefatos bélicos durante os últimos meses. Também relatam confrontos por essas zonas inóspitas.

Segundo SANA, um numeroso grupo armado armou uma emboscada a um comboio de armas com 36 carros no Vale de Maaret Al-Nouman, apoderando-se do mesmo.

A agência de notícias Cham Press reporta, por sua vez, que foram desativados um número de explosivos com 10 a 25 quilos na estrada entre Al-Zabadani, próxima à fronteira com o Líbano, e Madaya, em Damasco Campo.

Também, forças da ordem conseguiram resgatar a um grupo de residentes do povoado de Tseil, na província de Daraa, sequestrados pelo que as autoridades descrevem como um grupo terrorista.

O governador dessa província, Mohammad Khaled Al-Hannous, desmentiu informações da Al-Jazeera e do canal saudita Al-Arabiya sobre supostos problemas nos serviços médicos nessa comarca, e assegurou que os centros assistenciais na região, em particular o Hospital Provincial, estão oferecendo os cuidados necessários sem problemas.

Al-Hannous criticou a divulgação de informações sobre envios de veículos militares a alguns bairros de Daraa estão destinados a perturbar o estado de calma e estabilidade que prevalece nessa cidade.


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