Em artigo de autoria de Jean-Marie Chauvier, em francês do último dia 03 de fevereiro - com reprodução parcial em português do blog do jornalista brasileiro Renato Pompeu-, os Estados Unidos ajudam, de diferentes modos, os oposicionistas na Rússia.
Alguns dirigentes oposicionistas estudaram nos EUA, como Alexei Navalnyi, líder das redes sociais russas. Os setores da oposição na Rússia apoiados pelo governo estadunidense criticam o projeto eurasiático de Vladimir Putin, seu "antiamericanismo", seu apoio a "ditaduras" e regimes "autoritários" na Ásia Central, no Oriente Médio e na América Latina (com destaque para a Venezuela), seu apoio aos grupos da causa palestina, como Hamas e o Hezbollah, e suas preferências por uma aliança com os chineses.
Só o Departamento de Estado prometeu entregar aos oposicionistas cerca de 9 milhões de dólares este ano, e há ainda o apoio financeiro de fundações privadas americanas multimilionárias, como o National Endowment for Democracy. O artigo assinala que dois dos motivos desse apoio, além das razões alardeadas pelos oposicionistas, citadas acima, são o veto que Putin impôs à entrada de capitais americanos na indústria petrolífera russa, e sua campanha por uma aliança militar eurasiática que se contraponha à OTAN.
A situação pode agravar mais ainda já que na semana passada a Rússia, ao lado da China, vetou no Conselho de Segurança da ONU um conjunto de resoluções, proposto pelo EUA e por outras potências ocidentais, que tinha objetivo de acelerar uma transição política na Síria.
Um dos principais adversários de Vladimir Putin para as eleições presidenciais de 04 de março, Guennadi Ziuganov, candidato pelo Partido Comunista da Federação Russa (PCFR), já tinha alertado para que os nacionalistas e comunistas russos tomassem cuidado em relação a estas questões.
Para o PCFR a oposição deve ser feita contra o bloco que esta no poder liderado por Putin, no entanto, é necessário cuidado para não fazer o jogo dos inimigos externos e dos seus representantes internos. A luta também tem que ser travada diante das forças estrangeiras que atuam contra a soberania russa e os interesses nacionais dos russos. As chamadas revoluções "coloridas" patrocianada por grupos internacionais, para Ziuganov, seria uma coisa a ser combatida e evitada na Rússia.
