A Assembleia Geral da UNESCO votará a admissão da Palestina como novo membro em finais de outubro. O conselho executivo da organização aceitou ontem a candidatura palestiniana para ser membro do ente, uma manobra ligada aos esforços da Palestina para ser membro das Nações Unidas.
Segundo Reuters, de 58 membros do conselho executivo, 40 votaram a favor da candidatura palestiniana, enquanto que quatro (incluindo os Estados Unidos) votaram contra e 14 se abstiveram. De facto, os EUA estão a pressionar dentro do sistema das Nações Unidas contra as iniciativas palestinianas para ser membro. Os EUA bloquearão o pedido palestiniano de ingresso nas Nações Unidas, graças a terem direito de veto no Conselho de Segurança. Na UNESCO não o têm, mas os EUA ameaçam com cortar todo o financiamento com o que contribuem para o ente internacional se a proposta palestiniana prosperar. Não é um facto trivial: 22% do orçamento da UNESCO depende dos fundos norte-americanos, segundo o New York Times.
Ao voto, os palestinianos precisarão o apoio de duas terceiras partes dos atuais 193 estados membros. Isto quer dizer que precisam dos 129 votos afirmativos para ingressar na UNESCO. A candidatura palestiniana, pois, precisa de assegurar-se um apoio muito amplo entre os seus tradicionais aliados da América do Sul, africanos e asiáticos.
Se a Palestina fosse aceite como membro da UNESCO, poderia pedir que os seus monumentos fossem declarados Património da Humanidade. Visto que a Cisjordânia é oficialmente um território ocupado, Israel não o pode pedir. Isto faz que lugares como Hebrón, Belém ou Jericó permaneçam fora da lista de lugares protegidos pela UNESCO.
