Em declarações difundidas hoje, o mandatário precisou que a assinatura pediu ao Tribunal de Arbitragem da Tenha suspender uma sentença judicial em sua conta por uns 19 bilhões de dólares, por danos e prejuízos causados ao meio ambiente e à população amazônica.
Correa sustentou que Equador "nunca se vai pôr de joelhos, pior contra uma multinacional prepotente", e opinou que este é um caso inédito, absurdo e aberrante de retroatividade de tratados.
O Registro Oficial do Tratado de Proteção Reciproca de Investimentos, ao qual invoca a multinacional, se fixou no ano 1997, isto é, cinco anos depois que Chevrón saiu do país.
O chefe de Estado indicou que uma potencial e inimaginável suspensão da sentença significaria um retrocesso do direito internacional, que comprometeria a soberania nacional, ao nível do colonialismo europeu que viveu na América Latina em séculos anteriores.
Por tal motivo, advertiu que chamarão à união da América Latina para defender o Equador, e disse que espera especificar reuniões com a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) e à União das Nações da América do Sul (Unasul) a respeito.
Explicou que essa multinacional tem participações e investimentos em vários países da América do Sul, que também têm sido afetados.
Por isso, sublinhou o mandatário, o encontro dos Estados que conformam a Pátria Grande será vital para lutar contra o capital financeiro e o neocolonialismo.
