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200513 ChicagoTribuneEstados Unidos - Carta Maior - [Amy Chozicka] Três anos atrás, Charles e David Koch, os industriais bilionários e simpatizantes de causas ligadas ao conservadores, promoveram um seminário no resorte St. Regis, em Aspen, nos Estados Unidos. Na mesa de debates, uma estratégia para, em dez anos, reduzir o tamanho do Estado com menos regulação e impostos.


As duas primeiras partes da estratégia – educação de militantes e políticas na área – não são surpreendentes, dado o dinheiro que eles têm dado a institutos não-estatais e grupos de ação política. Mas o terceiro chamou a atenção: a mídia.

Além de financiar algumas publicações de caráter libertário, os Kochs sempre evitaram investimentos na mídia. Agora, a Koch Industries, a empresa da qual Charles G. Koch serve como chairman e executivo-chefe, está explorando uma oferta para comprar oito jornais regionais da Companhia Tribune, incluindo o Los Angeles Times, The Chicago Tribune, The Baltimore Sun, The Orlando Sentinel e The Hartford Courant.

No início de maio, a Tribune Company enviaria os dados financeiros para os pretendentes, permitindo o que pode ser uma das maiores vendas de jornais em circulação no país. A Koch Industries, no entanto, não é a única interessada na companhia jornalística, que saiu da concordata em 31 de dezembro e já contratou o JPMorgan Chase e Evercore Partners para coordenar eventual negócio.

Os jornais estão avaliados em cerca de 623 milhões dólares. É muito à primeira vista, mas para a Koch Industries seria um cisco – o conglomerado de energia e produção de manufaturados com base em Wichita, Kansas, tem receita anual de cerca de 115 bilhões.

Politicamente, os jornais poderiam servir como uma plataforma mais abrangente para os Kochs venderam suas ideas de 'laissez-faire’. O Los Angeles Times é o quarto maior jornal do país, a Tribuna é o nono, e os outros estão em vários Estados decisivos, incluindo dois dos maiores jornais da Flórida – o The Orlando Sentinel e o The Sun Sentinel, em Fort Lauderdale. Um acordo poderia incluir Hoy, o segundo maior jornal diário de língua espanhola dos EUA.

Uma pessoa que participou do seminário em Aspen, e que falou sob a condição de anonimato, descreveu a estratégia da seguinte forma: "Nunca foi 'como é que vamos destruir o outro lado’ mas ‘como podemos ter certeza de que nossa voz está sendo ouvida?"

Entre os participantes do seminário em Aspen, estava Philip F. Anschutz, o magnata do petróleo republicano que detém as empresas que publicam The Washington Examiner, The Oklahoman e The Weekly Standard, e o executivo de hedge fund Paul E. Singer, que integra o conselho da revista Commentary. Os participantes foram orientados a não discutir detalhes sobre o seminário com a imprensa.

Koch Industries, como um dos maiores patrocinadores de causas ligadas aos conservadores dos EUA, colabora com financiamento de grupos políticos como o Instituto Cato em Washington e o grupo Americans for Prosperity, um dos pilares do Tea Party. Oficialmente, porém, a companhia diz que não mantém ligações diretas com o Tea Party.


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