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220812 assange anonymousReino Unido - Prensa Latina - Várias páginas oficiais na Internet do governo britânico foram atacados por hackers, indignados com a persistente postura mantida hoje pelo Reino Unido de extraditar à Suécia o fundador do portal alternativo Wikileaks, Julian Assange.


Sob a denominada Operação Liberdade para Assange, os ciberativistas do grupo Anonymous -que se atribuiu a autoria dos ciberataques- lançaram um de seus particulares ataques de negação de serviços contra vários sites do Governo britânico.

Um dos programas automáticos permite inclusive aos usuários bombardear o site oficial do premiê, David Cameron, com até mil pedidos por segundo, caso seja clicado num botão no qual se lê "Fire!" (Fogo!).

Embora a maioria dos sites oficiais do Governo tenham conseguido superar os ciberataques e passaram a funcionar com normalidade, nesta terça-feira, o Ministério de Justiça admitiu que sua página operava ainda com problemas.

Depois que o Governo britânico reiterou nesta segunda-feira sua decisão de extraditar o jornalista australiano ao país nórdico, o Anonymous atacou o site governamental, como ação de apoio ao fundador do WikiLeaks, que está dois meses refugiado na embaixada equatoriana em Londres.

Asilado desde 19 de junho na sede diplomática sul-americana, depois de sua detenção em 2010 pela polícia britânica, o editor de 41 anos opõe-se a sua entrega à Suécia por supostos delitos sexuais e defende sua inocência, diante do que considera uma manobra dos Estados Unidos para pegá-lo por vazar informações secretas desse país.

Na quinta-feira passada, frente à rejeição de Londres, o Equador concedeu asilo político a Assange ao considerar que sua vida corre perigo caso seja extraditado à Suécia, devido à ameaça de uma posterior deportação aos Estados Unidos, país onde não existem garantias de um julgamento justo para o fundador do Wikileaks, segundo considera Quito.

Assim como fez Assange neste domingo no balcão da embaixada do Equador, o Anonymous pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que renuncie à caçada às bruxas contra o Wikileaks, por considerar tal ação uma ameaça à "liberdade de expressão e à saúde de todas as nossas sociedades".

O Wikileaks e seu fundador estão na mira de Washington e do Pentágono pela revelação em novembro de 2010 de cerca de 25 mil telegramas do Departamento de Estado, que puseram em xeque a diplomacia norte-americana.


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