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150812 sssEstados Unidos - Vermelho - [Ren Anli] "Pense duas vezes antes de escrever no Twitter 'nuvem', 'porco', 'esporte' ou 'México', entre outras palavras, porque você poderá chamar a atenção do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos", diz um artigo da revista Forbes que, meio na base da ironia, deixa transparecer a insatisfação e a impotência sobre a vigilância dos Estados Unidos sobre a Internet.


O artigo cita um relatório da imprensa britânica, que afirma que o Departamento de Segurança Nacional dos EUA monitora e controla as redes sociais e os meios de comunicação na internet mediante a detecção de palavras ou frases chave.

Na lista de cerca de 370 palavras e frases mais comuns, além de algumas expressões já sensíveis como "ataque", "bomba", "terrorismo" ou "Al-Qaida", também se encontram algumas frases de uso cotidiano, como "tornado", "terremoto", "ponte" ou "eletricidade" e inclusive se foram incluídas palavras que teoricamente não teriam nenhuma relação com o terrorismo, como "porco", entre outras.

Segundo o relatório, todas as palavras estão contidas no "Manual de Análise de Escritório - 2011", usado por empregados do Centro de Operações de Segurança Interna do Departamento de Segurança Nacional dos EUA. O "centro de informação de privacidade eletrônica", que publicou a lista na internet considera que as palavras-chave escolhidas são "amplas, vagas e ambíguas", e além disso assinalou que foram incluídas muitas expressões protegidas pela "Primeira Emenda da Constituição dos EUA", que quase não têm relação com a tarefa do departamento, que seria a de proteger os cidadãos dos danos causados pelo terrorismo ou por desastres nacionais.

Depois do ataque de 11 de Setembro de 2011, os Estados Unidos promulgaram a USA PATRIOT ACT, conhecida vulgarmente como "lei patriota", para facilitar o controle de informação privada por parte do governo.

O governo americano pode monitorar, controlar e investigar qualquer conteúdo da internet que possa "ameaçar a segurança nacional" e inclusive pode derrubar a internet em certas circunstâncias que classifique como "de emergência".

Vale a pena assinalar que ao mesmo tempo que os Estados Unidos intensificam sua vigilância na Internet no interior do país, não se esquece de "promover a liberdade" na internet no mundo inteiro.

O jornal americano The New York Times publicou no ano passado uma reportagem que revelava o grande investimento do governo americano na criação de um novo tipo de "internet secreta", que seria difícil de interferir, com o objetivo de ajudar os opositores dos governos do Irã e da Síria, entre outros países, para evitar a "censura" e o controle da internet, e assim ter acesso a uma "internet livre" como o que teoricamente acontece em outros países.

Alguns personagens relacionados ao governo dos EUA também defendem continuamente o uso das redes sociais e dos portais de vídeos online, com mensagens dizendo que os EUA "promovem a democracia" em várias regiões.

Por um lado, o governo americano reforça a vigilância online dentro de suas fronteiras, por outro lado, "promove a liberdade" no exterior. A política de um peso e duas medidas conduzida pela administração estadunidense em relação à democracia e aos direitos humanos, entre outros assuntos, não mudou na era da internet.

Fonte: Diário do Povo Online


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