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211012 capitalismomorteDiário Liberdade - [Henrique Sant'Anna] O capitalismo transforma seres humanos em consumidores, consumidores em escravos trabalhadores detentores de dívidas eternas advindas de vícios insaciáveis.


O consumo como cultura esvazia mentes e corações em um vácuo que aliena as pessoas com rótulos, marcas e modas. No impulso da ostentação e das aparências o capitalismo coloca irmãos contra irmãos. Passamos a competir uns contra os outros em vez de lutarmos contra aqueles que fazem o mal para a humanidade, contra os que nos oprimem e nos exploram. Somos levados a acreditar que nosso inimigo é aquele que está ao nosso lado, em vez de perceber aqueles que ao longe comandam esta ordem perturbadora. 

Quando daremos as mãos para fazer da realidade o lugar que realmente desejamos para viver?

É incerto que possamos mudar o outro, mas certamente podemos mudar a nós mesmos.

Quando nos uniremos para por fim nesta desgraça que permite que uns tenham tanto e outros tão pouco? A igualdade de oportunidades se revelou uma farsa cujo o discurso só favorece aos já muito ricos e poderosos, estes aproveitam a vida em pleno gozo pisando nos cidadãos honestos e de boa índole. Pisam naqueles que verdadeiramente trabalham duro e fazem com muito suor "a terra girar".

Enquanto as grandes corporações e o capital financeiro comandarem aos governos eleitos, toda eleição é (e será) uma farsa. Desta maneira o verdadeiro governante sempre será o governo oculto, um conglomerado de mega-corporações e seus líderes, donos do mundo inteiro. Assim será enquanto permitirmos.

A mudança não virá por razões individuais.

O amor é a mudança. O amor ao próximo é a força que nos motiva a lutar e a realizar ações que rompem o comodismo da poltrona e da novela, ações que põe em risco o nosso próprio bem estar em nome do bem de todos existentes e daqueles que ainda virão.

Sem amor o mundo estará perdido, mas com ele... quem poderá nos vencer?

O amor fará do mundo um lugar melhor (para todos!)... e que seja por nossas mãos! Que seja através de nós mesmos que a mudança se concretize: agora!

O amor está por trás de tudo verdadeiramente grandioso que nesse mundo já se fez.

Se é o amor que nos guia, não há fronteira capaz de limitar a nossa coragem.

Vale lembrar que a mudança significa rompimento, e não será agindo de acordo com aquilo que esperam de nós que estaremos construindo o mudar.

Quem cria o novo frequentemente é chamado por louco e é detestado por aqueles que se beneficiam das coisas como estão.

Mas se esta luta não valer a pena... o que pode valer?

Há um infinito em cima de nossas cabeças, ele está ali agora, nesse exata momento. O infinito infinito serve para lembrarmos que somos mera poeira espacial cuja a vida tão breve se apaga num "piscar de olhos" do incontável decorrer da eterna eternidade, e que a única diferença que podemos fazer está em nossas ações deste exato instante presente.

Que o amor seja!

Foto: 20minutos


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