Os negros, organizados por inspiração do Partido Comunista, procuravam exercer uma política de resistência e, até mesmo aspiravam promover um movimento que derrotasse o fascismo e implantasse um governo dos trabalhadores.
Dentre as figuras heróicas da resistência negra, na África do Sul, destacou-se Nelson Mandela (foto). Preso e julgado arbitrariamente, esse militante negro chegou a permanecer cerca de 28 anos nos cárceres do governo branco. Dotado de uma coragem e de uma fibra de primeira ordem, Mandela soube suportar as agruras do cárcere.
No mundo todo havia movimentos pela soltura de Nelson Mandela, e é oportuno lembrar que Mandela, quando foi preso, existia na África do Sul a maior favela do mundo, a favela de Soweto. Passados os anos e em função das mudanças na conjuntura política mundial, foi possível negociar com governo branco a soltura de Mandela e promover eleições chamadas livres, contanto que se preservasse o poder econômico, financeiro e o controle do Estado em mãos da população branca.
A Mandela só era dado o governo, que ele exerceu obedecendo a tudo que se havia combinado e, no término de seu governo, outro negro assumiu o posto de presidente e Soweto, que já era miserável antes da prisão de Mandela, tornou-se maior e mais miserável ainda após o seu governo.
O seu sucessor notabilizou-se pelos seus crimes de estupro e suas práticas de corrupção, tornando a África do Sul um país de grandes desigualdades e injustiças. Isso prova que a questão não é racial a questão é de natureza de classes sociais diferentes, pouco importando se branca ou preta. Esses fatos revelam também, que uma coisa é o governo e outra bem diferente é o poder. Governos vão e vêm, mas o poder permanece a serviço do capitalismo.
Gilvan Rocha participou como fundador do Partido Socialismo e Liberdade-Psol, sendo que atualmente é membro do Diretório Regional do Partido em seu estado. Autor dos livros: "Vermelho Cor de Esperança", "Bye, bye PT", "Meio Século de Caminhada Socialista", "Comunistas" filhos da pátria, e "1964: A grande derrota e outros textos pertinentes"lançado em 2010, também é presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos – CAEP.
